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Mais 50 radares de controlo de velocidade até 2024

As estradas portuguesas vão contar com mais 50 radares de controlo de velocidade. Somando aos que já estão em funcionamento, serão 110, no total. A escolha recaiu sobre locais onde a velocidade excessiva é uma causa frequente de acidentes rodoviários.

  • Dossiê técnico
  • Alexandre Marvão
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
21 agosto 2020
  • Dossiê técnico
  • Alexandre Marvão
  • Texto
  • Deonilde Lourenço
carro a passar por pórtico de autoestrada que mostra informação de radar e limite 100 de velocidade

iStock

O número de radares para fiscalizar a velocidade à qual os automobilistas circulam vai ser reforçado um pouco por todo o país, em estradas nacionais (EN) e itinerários complementares (IC). Até 2024, 50 novos radares SINCRO (Sistema Nacional de Controlo de Velocidade) vão juntar-se aos 60 já existentes. O Ministério da Administração Interna divulgou sete locais: EN5 (Palmela), EN10, (Vila Franca de Xira), EN101 (Vila Verde), EN106 (Penafiel) EN109 (Bom Sucesso), IC19 (Sintra) e IC8 (Sertã). A seleção das zonas teve em linha de conta o número de acidentes relacionados com excesso de velocidade e o intuito de baixar a sua incidência.

Entre os 50 novos equipamentos, 30 medirão a velocidade média entre dois pontos. Reduzir abruptamente a velocidade quando se vislumbra um radar, e, em seguida, voltar a acelerar é uma estratégia com os dia contados, uma vez que os equipamentos detetam as diferenças. Já os restantes 20 radares calcularão a velocidade instantânea, ou seja, os quilómetros/hora aos quais vários veículos circulam, mesmo que lado a lado ou a uma distância não recomendada entre si. 

Mais radares, menos acidentes

A diminuição da sinistralidade rodoviária está associada aos meios aos quais se acode para dissuadir os condutores de circular acima dos limites de velocidade estabelecidos. De acordo com números avançados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), os acidentes mortais nas estradas reduziram em 73% nos últimos 20 anos, graças à ação concertada de três fatores: melhoria das infraestruturas rodoviárias, das condições de segurança dos veículos e do comportamento dos condutores. E o último é permeável a instrumentos como os radares.

Os radares têm um efeito de contenção da velocidade, não só na zona mais próxima, mas igualmente numa área mais alargada. E está provado que reduzem os acidentes. Os resultados falam por si. Segundo a ANSR, em quatro anos de funcionamento, os locais com radares registaram, face a igual período anterior à sua instalação, uma atenuação nos indicadores de sinistralidade: "menos 29% de acidentes com vítimas, menos 82% de vítimas mortais, menos 57% de feridos graves e menos 26% de feridos leves".

Multas por excesso de velocidade

As multas por excesso de velocidade podem atingir valores pesados. Se ultrapassar em mais de 20 quilómetros por hora o limite de velocidade, nas localidades, ou em 30 quilómetros por hora, fora delas, configura uma infração grave e sujeita-se a pagar até € 600 de coima, a perder dois pontos na carta e a ser impedido de conduzir entre um mês e um ano. Já o excesso de velocidade superior a 40 quilómetros por hora, dentro das localidades, e a 60 quilómetros por hora, fora delas, igualmente uma infração muito grave, é punido com uma coima até € 2500, com a perda de quatro pontos na carta e com a proibição de conduzir entre dois meses e dois anos. Por isso, pense duas vezes antes de carregar o pé no acelerador.

Se for autuado, tem 15 dias úteis para pagar a coima ou, caso não concorde, contestar junto da ANSR. Para apresentar a defesa, refira o número do auto de contraordenação e, se for o caso, indique testemunhas. Pode ainda pedir à ANSR outros meios de prova, como a cópia do registo do radar, por exemplo.

A ANSR divulgou ter fiscalizado mais de 55 milhões de veículos (uma média superior a 300 mil por dia) no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a um aumento de 29% face ao mesmo período de 2019. O crescimento deve-se sobretudo ao aumento da intervenção do SINCRO, que começou a funcionar em 2016 e que já é responsável por 90% do total de automóveis fiscalizados por velocidade em Portugal Continental. 

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