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Escândalo Volkswagen: consumidores exigem solução

02 outubro 2015 Arquivado

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Se tem um modelo a diesel, preencha os dados do seu automóvel para garantir que não é prejudicado pela solução da Volkswagen. Acompanhamos os desenvolvimentos desta crise. 

A nossa ação

Enviámos uma carta ao Ministério da Economia. Alertámos para os prejuízos económicos e ambientais causados aos consumidores, por uma prática comercial desleal da Volkswagen. É preciso garantir que os consumidores são compensados. 

A Volkswagen colocou no ECU ("Engine Control Unit" ou unidade de controlo do motor) alegadamente dos modelos equipados com o motor EA 189 um software – o defeat device – que deteta se o veículo está a ser alvo de uma avaliação das emissões de gases poluentes. Analisando a posição do volante, a velocidade e a atividade do motor, este programa utiliza um algoritmo para alterar o funcionamento do motor, falseando o resultado e fazendo com que o modelo pareça menos contaminante do que realmente é.

Estão em causa automóveis da Volkswagen fabricados entre 2009 e 2015. Também a Audi, a Seat e a Škoda foram afetadas por este escândalo. São veículos equipados com motores diesel, que cumprem a norma Euro 5, relativa às emissões. Os veículos homologados com a norma Euro 6, em princípio, não serão afetados.

Números da mentira
“Estou chocado com os acontecimentos dos últimos dias. Estou chocado que uma má conduta em tal escala seja possível no Grupo Volkswagen”. É com estas palavras que se inicia o comunicado em que Martin Winterkorn, o líder do Grupo Volkswagen, aceita “a responsabilidade pelas irregularidades que foram encontradas nos motores a diesel” e anuncia o pedido de demissão do cargo de CEO do grupo. Winterkorn é a primeira vítima do escândalo de falseamento de resultados ambientais que abalou a companhia alemã e promete não parar por aqui. 

O caso do acaso
O escândalo Volkswagen rebentou recentemente, mas a investigação ao falseamento dos resultados dos testes é mais antiga. Remonta a maio de 2014, quando uma equipa de investigadores ligados ao International Council on Clean Transportation – que se dedica a questões com transportes amigos do ambiente – tentou usar os modelos da Volkswagen para provar que os carros movidos a gasóleo podiam ser pouco poluentes.

O problema foi a discrepância encontrada entre os resultados dos testes em laboratório e os realizados em estrada, onde os modelos alemães registavam emissões poluentes até 40 vezes mais do que o máximo permitido por lei. A EPA (Environmental Protection Agency) já tinha alertado a Volkswagen para estas discrepâncias, mas apenas agora a marca alemã admitiu a fraude.

Em comunicado, a VW afirma já ter disponibilizado um total de 6,5 mil milhões de dólares para fazer face a este escândalo. São cerca de 11 milhões os modelos que têm este softwareinstalado em todo o mundo. A VW prometeu recolhê-los às oficinas para corrigir o problema.