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Emissões de CO2: novas metas para os automóveis

02 agosto 2012 Arquivado

02 agosto 2012 Arquivado

A União Europeia propõe reduzir as emissões de CO2 para 95 gramas por quilómetro. Boas notícias para os consumidores, que podem poupar até € 465 por ano em combustível.

O setor dos transportes, muito dependente do consumo de petróleo, é um dos principais responsáveis pelas emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera. Com a procura deste recurso limitado a crescer, a Agência Internacional de Energia prevê que o preço do gasóleo e gasolina continue a subir. Um pesadelo para os consumidores portugueses que, já em 2010, gastaram uma média de € 2075 em combustível. Mas as contas podem mudar.

Enquanto estudos recentes sugerem que a tendência é para os condutores europeus percorrerem cada vez mais quilómetros, os veículos de transporte individual são responsáveis por 45% do total das emissões de gases com efeito de estufa no setor dos transportes. Atenta a esta evolução, a União Europeia já tinha definido que, em 2015, as emissões de cada automóvel não deveriam ultrapassar os 130 gramas por quilómetro. Agora, vai mais longe e propõe um máximo de 95 gramas de emissões de CO2 por quilómetro para 2020.

A ser aprovada, esta nova meta dá um sinal claro à indústria automóvel no sentido de investir em tecnologia para tornar os veículos mais eficientes. A Organização Europeia de Consumidores (BEUC) antecipa uma redução dos consumos e, consequentemente das despesas dos condutores, entre 344 e 465 euros por ano, consoante se trate de um automóvel a gasolina ou a gasóleo, respetivamente.

Quanto ao retorno do investimento feito num carro novo que incorpore tecnologias de redução de CO2, calcula-se que seja de um ano e nove meses para veículos a gasolina e de um ano e quatro meses para veículos a gasóleo. Considera-se aqui que um cidadão europeu troca de carro, em média, a cada 5 anos e que, por isso, apenas acarretará um terço das despesas da tecnologia.
A BEUC alega que, garantindo o limite de 95 gramas por quilómetro, não só reduzimos as emissões de CO2 do setor dos transportes e a dependência das importações de petróleo, como protege-se os consumidores de aumentos constantes no preço dos combustíveis. Segundo a BEUC, a redução de 1% no consumo de combustíveis representa 1% na redução de emissões de CO2. Para 2025 e 2030 esperam-se metas mais ambiciosas.