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Detailers: o automóvel também pode ir ao spa

Polimento, riscos e mossas

Um dos primeiros e mais importantes trabalhos é o polimento. O carro em que Pedro Pinto trabalhava durante a visita foi polido e levou uma proteção de quartzo, o que incrementa a altura da camada protetora.

“Qualquer pintor faz um polimento a um carro, mas em regra, no final, ficam marcas. Usamos materiais diferentes e focos de luz, com temperaturas diferentes, para que se consigam ver os defeitos. Um polimento pode demorar, em média, quatro dias.” Para proteger a pintura, muitos clientes optam pela proteção de quartzo, mantendo mais tempo o efeito obtido com o polimento. “No confronto com uma cera, irá ter maior proteção UV, maior resistência a químicos e a riscos, maior capacidade de autolimpeza e pode durar mais de um ano.” Também se faz polimento aos tubos de escape e aos faróis e hidratam-se os pneus. Já as jantes levam retoques de tinta e são polidas. Muitas vezes, é suficiente para dar um aspeto quase novo. “As jantes são retiradas e lavadas. No final, levam uma proteção, para que depois o alcatrão não agarre e seja mais fácil de lavar. Caso já tenham muitas falhas de tinta, terão de ser repintadas”, diz Pedro Pinto.

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Óticas antes e depois da intervenção do detailer.

Os vidros também são tratados pelo detalhista. “Muitas vezes, chegam cheios de marcas de calcário, e é só a polir que saem. Depois, levam uma proteção, que faz com que a sujidade e as marcas de água não agarrem com tanta facilidade”. Outra parte do trabalho são os riscos e as mossas. O detalhista consegue removê-las, se a pintura não for afetada, em função do sítio. “Se tiver problemas, precisa de ir ao bate-chapa e levar pintura, o que deve ser evitado, porque a melhor pintura é sempre a de origem. Qualquer pintura fica sempre diferente da original.” Nos riscos, depende da profundidade: “Se já estiver na tinta, não há volta a dar, tem de ir para pintura. Se for um risco muito pequeno, podemos tentar lixar, colocar um pouco de tinta, mas pode não compensar”.

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O poder da iluminação: só assim pode garantir um trabalho de excelência.
A proteção de película pode ser um complemento ao detalhe e proteger o carro e o trabalho, mas vai um pouco além do que é considerado detailing puro. No espaço de Pedro Pinto, o veículo tinha acabado de receber a película por todo o capô, grelha, óticas, pilares e retrovisores. “Acaba por proteger o carro das pequenas pedras que saltam e passa despercebido, ninguém percebe que está lá, só o olho treinado”, explicou o perito. O preço varia de carro para carro. Há marcas que fornecem proteção de película para um modelo específico e outras para as quais é preciso adaptar. Uma frente completa pode custar 700 euros. Há ainda outra vantagem: “A película é bem fina e tem capacidade de regeneração, ou seja, se for feito um pequeno risco, com o calor desaparece”.