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Condomínios com apoio de 1800 euros para carregadores de automóveis elétricos

Tem carro elétrico e vive num condomínio sem carregador? O Fundo Ambiental atribui um incentivo de 800 euros por carregador e 1000 euros na instalação. O apoio está limitado a 10 carregadores por condomínio. Carregar em casa em horas de vazio sem entrar na rede Mobi.E é a opção mais barata, ou seja, sem o apoio do Governo.

07 abril 2022
Carregadores de automóveis elétricos instalados na garagem do condomínio

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Uma das principais novidades do programa do Fundo Ambiental é o incentivo para comprar e instalar carregadores de carros elétricos nos condomínios. Aplaudimos esta alternativa para carregadores privados, mas a proposta poderia ser mais ambiciosa em vantagens económicas para os consumidores. E ninguém deveria ser obrigado a ligar-se à rede Mobi.E para beneficiar do apoio. Atualizámos os nossos cálculos sobre o custo do carregamento. O cenário pode mudar a qualquer momento, dada a instabilidade do setor e os aumentos no preço da energia. Carregar em casa em horas de vazio (período mais barato para quem tarifa bi-horária) sem entrar na rede Mobi.E é a opção mais barata, ou seja, sem o apoio do Governo.

Quanto custa carregar o carro elétrico para viajar 15 mil quilómetros por ano

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Considerámos um consumo médio de 18 kWh por 100 quilómetros e preços da energia da Galp.

Este grande anúncio do Governo tem detalhes que exigem cautela. Consumidores e condomínios devem fazer contas antes de avançar. Primeiro alerta: os proprietários do carregador têm de ficar registados como Detentores de Pontos de Carregamento (DPC) na rede da Mobi.E. Por isso, o carregamento em casa passa a ter de pagar a Tarifa da Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME) para DPC, ou seja, € 1,83 por mês ou € 22,27 por ano/ponto de carregamento com IVA. Por sua vez, a energia de carregamento será a do Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) com as respetivas taxas, em condições normais, um pouco mais caras do que as tarifas domésticas. Para compensar a despesa extra com a taxa EGME, o Fundo Ambiental comparticipa este valor total durante 24 meses. Começa a contar a partir da aprovação do incentivo.

Novo incentivo para comprar e instalar carregadores elétricos

Em 2022, o Fundo Ambiental contempla apoios relevantes para a instalação de carregadores em condomínios, com ligação à rede Mobi.E. O condómino constitui-se como Detentor de Ponto de Carregamento junto da Mobi.E. O incentivo consiste na atribuição de 80% do valor de compra do carregador, com IVA, até 800 euros por equipamento e 80% do valor da instalação associada ao carregador, com IVA, até 1000 euros por cada lugar de estacionamento. Cada carregador corresponde a um lugar de estacionamento. Este apoio para os condomínios está limitado a 270 incentivos ou 500 mil euros.

O Fundo Ambiental paga a tarifa de Detentores de Pontos de Carregamento (DPC) à Entidade Gestora da Mobilidade Elétrica (EGME), durante 24 meses a contar da aprovação. O DPC fica sem despesas extra durante dois anos. Após este período, passa a pagar a tarifa EGME. O preço da eletricidade passa a ser a do CEME contratado e não do contador doméstico ou do condomínio. Uma das vantagens é a divisão dos custos da eletricidade do carregador e do condomínio ser feita pela Mobi.E, tal como a própria anuncia. Na prática, ainda não se sabe como o vai fazer.

Prós do apoio para carregadores elétricos

  • Resolve o problema da divisão das contas da eletricidade no condomínio. O consumo do carro elétrico é descontado de forma automática na conta do condomínio, o que evita muitos problemas de gestão das administrações de condomínio.
  • Reduz o custo de instalação e aquisição de um carregador.

Contras do apoio para carregadores elétricos

  • Não evita a limitação de carregamentos em condomínio.
  • Mantém-se a dificuldade e o custo para melhorar a disponibilidade da instalação elétrica da garagem, bem como os entraves com o aumento de potência ou para receber novo ramal.

Custos e taxas para o detentor de posto de carregamento

É só a taxa EGME ou há mais algum pagamento fixo mensal ou por unidade de carregamento? O DPC apenas tem de pagar a tarifa EGME (€ 1,83/mês ou € 22,27/ano/ponto de carregamento com IVA). O Fundo Ambiental financia a tarifa EGME a quem for dado o apoio durante dois anos.

Custo da ligação à Mobi.E

A ligação à rede não tem nenhum custo extra, além do anterior, que o utilizador terá de suportar passados dois anos. Os primeiros serão financiados pelo Fundo Ambiental.

Limite de unidades por condomínio com apoio

A atribuição do incentivo está limitada a 10 carregadores por condomínio/Código de Ponto de Entrega.

Requisitos para ligação à Mobi.E: carregador e rede de comunicações

Apenas tem de adquirir um carregador que permita ligação a um sistema de gestão na lista publicada pela rede Mobi.E e solicitar ao instalador para fazer a ligação. A Mobi.E fornece o cartão SIM que permite a ligação do posto ao sistema (e suporta o custo das comunicações). Caso o utilizador pretenda, pode utilizar a sua rede de internet própria para comunicar com a Mobi.E.

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