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Carros elétricos ficam mais baratos

Contas feitas até 2030

Em Portugal, um dos motivos-chave para o custo total de propriedade e utilização dos veículos eletrificados ser mais baixo do que o dos convencionais, já em 2018, são as regras fiscais. Estas isentam os compradores de carros elétricos de pagamento de imposto sobre veículos (ISV) e penalizam os automóveis que têm níveis elevados de emissões, em especial nos segmentos de veículos maiores e mais poluentes, gerando poupanças significativas em favor dos elétricos e híbridos plug-in. Mas não só. O preço-base de aquisição dos veículos convencionais de maior dimensão é idêntico ao dos elétricos. Tornam-se mais relevantes as diferenças com gastos com combustível e eletricidade. Como os elétricos e os híbridos plug-in têm custos de carregamento relativamente baixos face aos veículos movidos a combustíveis, estes carros ficam com melhor resultado, destacando-se sobretudo os elétricos com bateria.

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Beneficiando das isenções de impostos e dos baixos gastos com manutenção e energia, o carro elétrico deixa a grande fatia dos custos para as despesas de aquisição e os gastos com o financiamento ou custos associados ao pagamento a pronto.
 

Se na década passada as contas se faziam a pensar se valeria ou não a pena adquirir um veículo a gasolina ou a gasóleo, agora os elétricos ou os veículos com significativa componente elétrica entram bem lançados na competição. Esbate-se a diferença entre a gasolina e o gasóleo e aumenta a distância dos elétricos — esta é ultrapassada pelos híbridos face aos convencionais em 2030. Outra surpresa é o percurso dos veículos com célula de combustível (hidrogénio), cujo custo de posse e utilização se prevê que se torne mesmo inferior ao dos veículos convencionais em 2030.