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Automóveis: queremos modelos mais seguros para todos

09 outubro 2015 Arquivado
Automoveis seguros

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As imagens que se seguem impressionam os mais sensíveis. É a primeira reportagem no epicentro dos testes de colisão com um automóvel à venda na Colômbia e no Brasil. Vítima: Renault Duster, como lhe chamam no outro lado do Atlântico, Dacia Duster na Europa.

Plano de socorro

Na Europa, já são comuns os sistemas desenhados para evitar um acidente. Nos testes, valorizamos os carros mais bem equipados de série para incentivar os construtores a oferecer cada vez mais ajudas ao condutor.

Além das capacidades mecânicas do automóvel, a evolução da tecnologia oferece um leque considerável de soluções. É a chamada segurança ativa. Usamos um sistema de classificação em que o automóvel começa com cinco pontos. Por cada sistema de segurança oferecido de série adicionamos bónus. Mas se o sistema estiver apenas disponível como opção, o automóvel tem só 50 por cento da bonificação. O bónus maior é dado aos veículos com controlo de estabilidade e tração, seguindo-se a assistência à travagem e sistemas como a manutenção na faixa de rodagem e luzes de travagem LED. Para acompanhar a inovação, o protocolo de testes é uma escala aberta: os automóveis mais bem equipados são incapazes de atingir a nota máxima.

Nalguns casos, os critérios de teste atribuem pontos negativos, sobretudo quando a porta do depósito está no lado esquerdo do carro, exposto ao trânsito, e quando as luzes de mudança de direção são pouco visíveis. E já que falamos de “piscas”, quando a ativação das luzes de emergência é dificultada por não ser facilmente identificável ou por não estar acessível ao passageiro dianteiro, há penalização. O alcance do passageiro é decisivo para mais uma penalização, caso não consiga alcançar o travão de mão para imobilizar o automóvel numa emergência. Nos automóveis com caixa automática, penalizamos a falta de um sistema que obrigue o condutor a pressionar o travão antes de passar o seletor das mudanças para a posição de marcha.

Comprovámos a mais-valia da travagem de emergência.
Comprovámos a mais-valia da travagem de emergência.

Ao volante do VW up, tentámos embater no obstáculo e não conseguimos. Simulando um condutor adormecido com o pé no acelerador até 30 km/h, o carro evitou o embate através da travagem de emergência. É uma solução excelente para o trânsito na cidade. Contudo, basta abusar um pouco mais da aceleração e o choque é inevitável.

Na pista, o Mercedes Classe E garante o melhor resultado na travagem de emergência. É capaz de evitar o choque a uma velocidade até 50 km/h. Atribuímos um bónus aos carros com controlo de estabilidade e tração. Valorizamos os equipamentos de monitorização do ângulo-morto e pontuamos se são oferecidos de série ou opcionais. Premiamos os automóveis que oferecem, de série, mecanismos de segurança ativa, como o alerta de colisão.

Segurança Euro NCAP
Caso nada impeça o pior, o automóvel deve proteger os ocupantes. Mas não nos esquecemos dos peões. A segurança passiva entra em cena no momento do acidente. A classificação baseia-se nos resultados obtidos por um modelo na avaliação dos testes de colisão frontal, lateral e do poste realizados pelo Euro NCAP. A melhor forma de medir a capacidade de um sistema é testá-lo em condições reais. Caso o automóvel ainda não tenha sido testado por esta entidade, nós fazemos as medições, como a altura dos encostos de cabeça ou a proteção contra o efeito-chicote.

Além disso, consideramos os sistemas de segurança passiva. Avaliamos a existência de airbags frontais para condutor e passageiro, laterais para cada uma das filas de bancos, de cortina e para os joelhos do condutor. Verificamos se os cintos têm pré-tensores e limitadores de esforço e se existem avisos da não-colocação e se, em caso afirmativo, todos os cintos acionam o aviso. Em caso de acidente, as portas podem ficar encravadas. Por isso, medimos a força suportada pelos puxadores e a estabilidade, que pode ser decisiva na hora de salvar o ocupante.

Cadeira de criança virada para a frente ou para trás
Também avaliamos a segurança das crianças. Para verificar se o carro recebe cadeiras de transporte, montamos uma em cada lugar disponível, exceto no do condutor. Usamos duas cadeiras: uma de montagem favorável ao sentido da marcha e uma contrária a este. As cadeiras possuem uma geometria complexa e precisam de cintos longos. Beneficiamos fixações isofix e a possibilidade de desativar o airbag do passageiro.

Medimos a força de fecho das janelas e a existência ou não de um sistema antientalamento. Em caso afirmativo, é avaliada também a eficácia. O mesmo se passa para as trancas nas portas. Vemos se existem e se é fácil ou não serem desativadas.

Peões à prova
Avaliamos a agressividade para os peões. Realizamos uma avaliação do perigo em caso de atropelamento, tendo em conta fatores como a altura da frente, os materiais do capô e do para-choques e a forma do para-brisas.