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A experiência de conduzir um elétrico na primeira pessoa

“O Hyundai Kauai 100% elétrico tem autonomia para viajar mais de 500 quilómetros”, revela José António Nunes, de Igreja Nova, Mafra. Este fã do nosso canal no YouTube partilha as principais escolhas sustentáveis em casa.

  • Dossiê técnico
  • Alexandre Marvão
  • Texto
  • Nuno César
26 outubro 2020
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Consumidor com carro elétrico Hyundai Kauai electric branco

João Ribeiro

José António Nunes, 44 anos, técnico de informática, de Igreja Nova, Mafra, comentou a nossa reportagem com três carros elétricos no canal do YouTube e abriu-nos as portas de casa. “Tenho um Hyundai Kauai elétrico. Viajei de Lisboa a Figueira da Foz (200 km) a 120 km/h e cheguei com 58% de bateria disponível. Faria Lisboa-Porto sem problemas”, assim José nos dava conta da sua satisfação com o automóvel elétrico.

Ver o carro mais barato por km

Aceitou o desafio de partilhar tudo sobre a sua experiência. Comprou o Hyundai Kauai na Santogal de Alfragide em março de 2020 com 2000 quilómetros por 37 mil euros, depois de aplicar o desconto e o incentivo do Estado de 3 mil euros. O melhor preço que conseguiu negociar foi de 40 250 euros. Sete meses depois, já percorreu 21 500 quilómetros. José admite que ainda está a descobrir esta nova forma de mobilidade e a melhor forma de gerir a autonomia.

O nosso leitor já conduziu vários carros (gasolina e gasóleo) e tem, além do modelo 100% elétrico, uma Volvo V60 híbrida plug-in. A carrinha conta já com 240 mil km, dos quais 60 mil nas mãos do leitor e da sua mulher. Comprou-a já com 180 mil quilómetros.

José avança: “o carro que mais gosto de conduzir é o elétrico. Não há um carro perfeito, até porque os consumidores têm necessidades diferentes. Agora criticar sem experimentar é que não. Por vezes, associo os comentários dos consumidores sobre carros ao clubismo”. 

A versão que José conduz emite três alertas, quando a bateria está a chegar ao fim: o primeiro aviso revela que está a ficar sem carga e convida a procurar um posto próximo; o segundo, quando o condutor insiste em viajar sem recarregar, é uma pequena tartaruga amarela no ecrã aos 8%; e se continuar a insistir volta a aparecer uma tartaruga enorme, além da redução na potência. Mas este leitor nunca ficou parado a meio da viagem.

Vantagens do automóvel elétrico

José Nunes carrega o carro em casa através de uma wallbox de 7 kW, que demora 8 horas para ter 90% de bateria. A wallbox foi uma oferta negociada com o stande. Apenas gastou 90 euros em peças e cabos. Fez a instalação em casa com ajuda do irmão, graças aos conhecimentos e experiência que têm. No Hyundai Kauai, o consumidor pode escolher a percentagem que pretende carregar. José só faz carregamentos de 100%, se no dia a seguir tiver de fazer uma viagem mais longa. Garante que consegue viajar mais de 450 quilómetros e que facilmente é possível ultrapassar a fasquia dos 500 quilómetros de autonomia. Os seus percursos combinam estradas regionais com autoestrada e alguma selva na cidade. A área de ação abrange os concelhos de Sintra, Mafra e Loures com médias diárias de 120 quilómetros.

José conta-nos que faz 90% das viagens no modo económico para otimizar a gestão das baterias. A condução moderada ao volante do carro elétrico tornou-se automática. “O carro convida-nos a um registo mais calmo na estrada. Quando se compra um carro elétrico, não procuramos apenas a poupança, mas também o prazer que o carro nos proporciona, a suavidade, o silêncio e a potência nas recuperações, na aceleração e no arranque”, explica José Nunes. Além de não pagar IUC, nem ter revisões constantes e caras, conta com a vantagem de ter a sua “bomba de abastecimento” em casa. Poder estacionar em muitos lugares de várias cidades sem custos e o custo por quilómetro muito mais baixo do que o de um carro de combustão são outras vantagens desta opção. Todos os consumidores podem simular o custo por quilómetro para poupar milhares de euros.

Para ajudar a regenerar energia, José recorre às patilhas no volante. No início, estranhava, agora já é automático sobretudo em zonas de montanha, onde o uso das patilhas é uma constante e quase não precisa de usar o pedal de travão.

Aposta nas energias renováveis em casa

Aderiu às propostas da Prio e da Galp para ter acesso à rede nacional de carregamento elétrico. Contudo, só utilizou o cartão em quatro situações nos postos de carregamento rápidos e normais, pelo que apenas recebeu uma fatura de 11 euros por uma viagem ao Algarve. Com a mulher em teletrabalho, a pandemia ainda não deixou fazer contas mais detalhadas ao orçamento num cenário normal. Mas José estima uma “poupança brutal”. Quando tinha dois carros de combustão interna gastava mais de 400 euros por mês em combustível e agora tem um acréscimo mensal na conta da eletricidade de apenas 30 a 40 euros. Nos meses de maio, junho, julho e agosto o valor que recebeu pela produção fotovoltaica deu para pagar as faturas da eletricidade.

Depósito solar de 295 litros, para aquecer águas sanitárias. 
Depósito solar de 295 litros, para aquecer águas sanitárias e reforçar a poupança.
Wallbox de oferta para carregamento do carro mais simples e rápido em casa. 
Wallbox de oferta para carregamento do carro mais simples e rápido em casa.
Alerta para a autonomia em tempo real no ecrã central. 
Alerta para a autonomia em tempo real no ecrã central.
Painéis fotovoltaicos, para cortar na fatura da eletricidade. 
Painéis fotovoltaicos, para cortar na fatura da eletricidade.

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