Dicas

Carrinhas familiares: como escolher

01 janeiro 2009

01 janeiro 2009

Quando a família começa a crescer, o automóvel citadino deixa de ser suficiente e a solução é comprar uma carrinha familiar. Mais espaçosos, mas também mais caros, estes veículos marcam uma nova fase da vida, que engloba os filhos e a crescente preocupação com a segurança.

Para toda a família
Nesta gama tudo é maior: o comprimento (a partir dos 4,5 metros), o espaço interior do habitáculo, a bagageira, o conforto, a potência e, é claro, o consumo e o preço. Devido ao seu comprimento, a cidade não é um terreno onde as carrinhas familiares se movimentam bem, principalmente nos estacionamentos. Em contrapartida são viaturas vocacionadas para grandes viagens, dado que transportam todos os passageiros com bastante comodidade.

Na altura de escolher um carro, uma das questões que o consumidor coloca com mais frequência é se deve optar pela versão a gasóleo ou a gasolina de um determinado modelo. Para tomar a decisão mais correcta, tenha em conta o preço do automóvel e do combustível e principalmente o número de quilómetros percorridos anualmente. Só assim poderá ver se compensa pagar mais por um veículo a gasóleo ou se um a gasolina é, no seu caso, mais económico.

Tenha em atenção os preços de aquisição e o consumo de cada veículo. Outros factores que não pode descurar são o conforto do carro e o seu desempenho.

Segurança em primeiro lugar
A segurança nem sempre foi prioridade dos fabricantes. Mas hoje em dia, os consumidores são cada vez mais exigentes neste aspecto. Assim sendo, é de esperar que os automóveis novos venham bem equipados de origem.

Informe-se sobre todos os sistemas de segurança activa (componentes e soluções tecnológicas do veículo que ajudam a evitar acidentes) as funcionalidades e, claro, os valores, já que são extras ao preço de base. Sistema Antibloqueio de Travagem (ABS), controlo de tracção, sistema de assistência à travagem de emergência (BAS) são apenas alguns dos disponíveis no mercado actual.

Além disso, não descure a segurança passiva: sistemas que, na impossibilidade de evitar um acidente, tentam reduzir ao máximo as suas consequências, como os airbags.

Estes protegem a cabeça e o corpo (ao nível do tórax) do condutor e dos passageiros do impacto das colisões frontais e laterais, respectivamente. A maioria dos automóveis novos já vem equipada com airbags frontais e laterais para os lugares da frente do automóvel. Os laterais só agora começam a estar disponíveis atrás nas viaturas de segmentos médios e inferiores.

Se, por exemplo, tiver uma criança pequena e quiser transportá-la no banco da frente, além da cadeira especial, é recomendável optar por um automóvel que permita desactivar o airbag do condutor.

Crianças a bordo, atenção redobrada
Para viajarem em segurança, as crianças devem estar sentadas em cadeiras especiais. Insistir em transportá-las ao colo, sentá-las no banco do automóvel, prendê-las simplesmente com o cinto de segurança dos adultos, ou pior ainda, não as prender com o cinto, é fazê-las correr um risco mortal em caso de colisão ou de um travagem brusca, mesmo a baixa velocidade.

Segundo o Código da Estrada, as crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 150 cm de altura só podem ser transportadas em veículos com cintos de segurança e numa cadeirinha adequada ao seu tamanho e peso. Face à regulamentação internacional, só existem cadeiras preparadas para crianças com peso igual ou inferior a 36 quilos. No caso de crianças com menos de 12 anos e menos de 150 cm, mas com mais de 36 quilos, o Regulamento de Utilização de Acessórios de Segurança prevê a utilização do cinto de segurança com um dispositivo elevatório que permita apertar o cinto em condições.