Dicas

13 dicas para dominar o carregamento de carro elétrico

Deve deixar a bateria esgotar, antes de a carregar? Pode carregar o carro elétrico em qualquer posto? Como fazer uma previsão do custo de um carregamento? Os carros elétricos são a melhor opção, tendo em conta os custos de posse e utilização. Mas, na altura de carregar a bateria, podem surgir várias dúvidas.

No panorama atual de tarifas, fazer carregamentos em casa é a opção mais compensatória. Com taxas e impostos, o carregamento na rede pública compromete o negócio. Siga as nossas dicas para fazer carregamentos eficazes e sem prejudicar a vida útil da bateria.

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1. Não esgote a bateria totalmente

O melhor é evitar que a percentagem da bateria se aproxime de zero e não fazer cargas completas constantes. Estipule um valor mínimo para carregar. Utilize 20% como referência de capacidade mínima desejável da bateria. Voltar ao topo

2. Evite cargas e descargas completas

Se usar um carregamento rápido, nunca vá acima dos 80% da capacidade. Em carregamentos lentos, pode chegar aos 100 por cento. É possível definir no carro um valor de carga máxima. Veja se o fabricante tem alguma recomendação sobre o carregamento. Voltar ao topo

3. Faça carregamentos rápidos só quando necessário

Para manter a saúde da bateria, não efetue carregamentos rápidos, em corrente contínua, diários ou muito frequentes. Podem mesmo degradar a capacidade e o rendimento deste componente. Carregamentos rápidos ou ultrarrápidos só devem ser feitos esporadicamente, em viagens longas ou numa emergência.

Com uma utilização cuidada, a bateria dura todo o tempo de vida útil do automóvel. O número de ciclos entre carga e descarga é um dos fatores mais importantes. Por isso, quanto menos vezes for necessário carregar, melhor.

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4. Escolha bem o posto de carregamento

Os veículos e os carregadores têm potências de carregamento diferentes. Em regra, quanto mais potente o carregador, mais paga. Esta decisão é crucial. Utilize, sempre que possível, os carregadores adaptados à velocidade máxima de carregamento.

Por exemplo, se o carro estiver limitado a um carregamento até 6,6 kW em corrente alternada, evite utilizar carregadores com potência superior a 7,4 quilowatts.

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5. Conheça os carregadores da sua zona

Pode utilizar qualquer posto de carregamento da rede pública, desde que o carro aceite o tipo de tomada disponível. Consulte no site da Mobi.E os carregadores na sua zona, as potências de carregamento e os tipos de tomadas. Verifique também os custos do Operador de Posto de Carregamento (OPC) descritos no mesmo local. Voltar ao topo

6. Distinga os diferentes tipos de carregador

Existem dois grupos: de corrente alternada e de corrente contínua.

Nos de corrente alternada, temos carregadores normais e semirrápidos. Os que permitem o carregamento até uma potência de 11 quilowatts são designados Posto de Carregamento Normal. Estes utilizam corrente alternada e é necessário ter um cabo com tomada do tipo 2 (Mennekes) do próprio carro. O mesmo acontece com os carregadores semirrápidos, que têm potências de 22 quilowatts.

Em corrente contínua, contamos com carregamentos rápidos e ultrarrápidos. Os Postos de Carregamento Rápido permitem potências acima dos 22 quilowatts e até aos 50 quilowatts. Estes postos utilizam corrente contínua com tomada CHAdeMO e CCS Combo e, nalguns casos, com a tomada do tipo 2. No caso das tomadas de corrente contínua, os cabos são do próprio carregador.

Por fim, os postos ultrarrápidos permitem carregamentos acima dos 60 quilowatts, e já existem até carregadores de 350 quilowatts. Estes são de corrente contínua e recorrem às mesmas tomadas e aos mesmos cabos dos rápidos, disponibilizados no próprio carregador.

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7. Utilize carregadores ultrarrápidos esporadicamente

Um carregador ultrarrápido é para uso pontual e por períodos curtos. Os carregadores ultrarrápidos não são ideais para os automóveis híbridos plug-in, que normalmente estão limitados ao nível da velocidade de carregamento. Voltar ao topo

8. Opte por carregamentos de baixa potência

O carregamento com maior potência aumenta a temperatura e pode ser negativo para a longevidade das células da bateria. Nunca faça o carregamento acima dos 80% em postos ultrarrápidos. Prefira os carregamentos de baixa potência (em casa, durante a noite, por exemplo) e use os postos rápidos apenas como último recurso ou em urgência. Voltar ao topo

9. Informe-se sobre os custos de utilização

Os custos são diferentes, consoante o operador do posto de carregamento, o tipo de carregador e a potência. Na fatura, além do preço da energia, paga as tarifas dos operadores e os impostos.

Antes de utilizar, veja, no preçário do posto, o custo de utilização do OPC. Verifique se os custos são por minuto e/ou por quilowatt-hora ou ambos em simultâneo. Se for cobrado por minuto, não deixe o carro ligado ao carregador por mais tempo do que o necessário. O contador continua a cobrar, mesmo que o automóvel já não precise de energia.

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10. Calcule o custo de carregamento

Para fazer uma previsão de quanto pode pagar, multiplique a potência a carregar pelo custo por quilowatt-hora que paga ao Comercializador de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica que contratou (CEME). Some os custos do OPC, multiplicados pelo tempo ou potência a carregar, e os termos fixos que existam. Junte o valor dos impostos e do IVA. Pode fazer a estimativa para os carregadores na sua zona e escolher o mais barato (valores no site da Mobi.E). Voltar ao topo

11. Descubra quanto tempo demora um carregamento

Sem considerar perdas ou limitações do veículo, um carregador de 22 quilowatts demora uma hora para carregar 22 quilowatts.

Por exemplo, a bateria tem 47 kW/h e quer carregá-la até 80%, mas ainda tem 10 por cento de carga. Precisará de carregar 70%, ou seja, 33 kW/h. Se dividir a potência que deseja carregar pela capacidade do carregador, descobre o tempo que demora a operação. Neste caso, estimamos uma hora e meia para carregar os 70 por cento.

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12. Evite extensões ao carregar a bateria em casa

Pode sempre usar uma tomada doméstica. Dependendo da capacidade do quadro elétrico, na melhor das hipóteses, carrega a 3,6 quilowatts, o que é uma velocidade baixa. Por exemplo, se o automóvel consumir 18 quilowatts-hora por 100 quilómetros, vai precisar de cinco horas para carregar o suficiente para percorrer essa distância.

Uma tomada caseira não é a melhor opção, mas é uma alternativa. Não utilize extensões: podem aquecer muito e aumentar o risco de curto-circuito. Mas, se for mesmo preciso, prefira uma extensão simples com material resistente à temperatura, com secção de cabo superior a 2,5 milímetros. Neste tipo de carregamento, use o carregador portátil específico que vem com o carro.

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13. Cuidado com a temperatura

Evite carregar sob o sol intenso durante os dias de verão mais quentes, sobretudo em veículos sem sistema de refrigeração das baterias, ou após viagens longas a alta velocidade. Deixe o carro em zonas frescas. Voltar ao topo

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