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Croissants de chocolate: alérgicos a avelã, cuidado

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Um delicioso croissant de chocolate pode tornar-se um pesadelo para alguém alérgico a avelã, pois este fruto seco é, por vezes, incluído no recheio. Na dúvida, não compre.

21 dezembro 2017
alergenios

João Ribeiro

Numa ronda por 33 pastelarias de rua e 9 supermercados da região da Grande Lisboa, deixámos bem claro aos funcionários, através do nosso cliente mistério, que queríamos croissant com chocolate. Mas com uma ressalva: para aquele consumidor, a presença de avelã poderia ser um problema, por ser alérgico a esse fruto seco. Em 23 locais não venderam o croissant, ou por estarem cientes de que continha avelã ou por terem dúvidas. Agiram corretamente. Mas em 19 estabelecimentos (encontra a lista ao lado) afirmaram que a avelã não fazia parte dos ingredientes. Só que em 16 havia mesmo avelã, tal como provámos através de análises laboratoriais. E não só havia, como a quantidade encontrada era suficiente para causar uma reação alérgica

Escolhemos a avelã por constar entre os frutos secos suscetíveis de causar alergias. Os efeitos da sua ingestão variam, tal como nos explica a alergologista Elsa Caiado. Pode provocar apenas indisposição, mas também pode ser fatal. O que exigimos é a correta informação ao público e que as alergias sejam encaradas com seriedade.  

O problema central reside na falta de formação dos funcionários, muito importante num setor com grande rotatividade laboral. Muitas vezes, desconhecem a composição dos produtos que vendem. A legislação obriga a que os fabricantes e os estabelecimentos onde se preparam géneros alimentícios prontos para consumo (restaurantes, cantinas, escolas, hospitais e empresas de serviços de restauração, como pastelarias e similares) informem sobre os ingredientes alergénicos nos alimentos pré-embalados, mas também nos restantes. Porém, é preciso definir claramente os suportes a usar para informar sobre os alergénios. Por fim, a ASAE, a quem já demos conhecimento do nosso estudo, deve apertar a fiscalização