Alertas

Coca Cola e Pepsi alteram receita sem alarme excessivo

22 março 2012 Arquivado

22 março 2012 Arquivado

A mudança nas bebidas surge após notícias de estudo sobre o perigo de um composto do corante de caramelo utilizado. Mas, mesmo sem redução, a sua quantidade não deve preocupar.

Coca-Cola e Pepsi decidiram reduzir a quantidade de 4-metilimidazol nos seus refrigerantes para evitar introduzir um aviso de substância potencialmente cancerígena nas suas embalagens, obrigatório a partir de determinadas quantidades na Califórnia, nos Estados Unidos.

Lançada por um estudo norte-americano, a controvérsia gerou-se em torno de um dos corantes de caramelo usado naquelas bebidas, o caramelo de sulfito de amónio (E 150d), em particular um dos compostos resultantes do fabrico, o 4-metilimidazol (também presente no E 150c).

Os corantes de caramelo, como o caramelo simples (E 150a), caramelo de sulfito cáustico (E 150b), caramelo amoniacal (E 150c) e o caramelo de sulfito de amónio (E 150d) são adicionados aos alimentos para conferir uma cor castanho-escura a preta e podem ter uma função aromatizante. Como aditivos, é obrigatório indicá-los na lista de ingredientes dos produtos pré-embalados.

Na nossa base de dados, pesquise a segurança destes e outros aditivos alimentares.

Indicação de aditivos, como os corantes, nas embalagens é obrigatória.

A União Europeia autoriza os corantes de caramelo em muitos alimentos e bebidas, sobretudo refrigerantes e bebidas alcoólicas. O painel científico dos aditivos alimentares e fontes de nutrientes adicionados aos alimentos da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) concluiu que os quatro corantes de caramelo não são carcinogénicos.

Segundo estudos recentes sobre a carcinogenicidade em animais, a EFSA revelou que o nível máximo de exposição ao 4-metilimidazol resultante do consumo de alimentos não suscita preocupação. As concentrações máximas fixadas para este composto nas especificações para a utilização dos corantes já oferecem proteção suficiente. Mesmo assim, a EFSA recomenda que o nível daquele e de outros compostos deverá ser tão baixo quanto tecnologicamente possível, como agora a Coca-Cola e a Pepsi parecem admitir ser viável.

Foi ainda estabelecida uma dose diária admissível (DDA) de 300 mg por kg de peso corporal para todos os corantes, exceto para o E 150c, com uma DDA mais baixa, de 100 mg, devido à incerteza relativa aos efeitos negativos no sistema imunitário.