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Carne picada: DECO reafirma resultados

28 janeiro 2015 Arquivado

28 janeiro 2015 Arquivado

Na sequência da reação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a DECO vem reafirmar as conclusões do estudo a carne picada em 26 talhos da Grande Lisboa, do Grande Porto e de Setúbal.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) reagiu esta terça-feira, 27 de janeiro, de forma surpreendente ao estudo sobre carne picada da revista PROTESTE. Antes de mais, lançou uma injustificável confusão sobre o objeto do estudo – carne picada, e apenas carne picada - à venda nos 26 talhos visitados. Nunca, em nenhuma comunicação, a DECO referiu preparados de carne picada. Aliás, no estudo que acompanhou a comunicação prévia de resultados à ASAE, pode ler-se na segunda página: “Há que distinguir entre carne picada e preparados de carne picada, que não integraram a nossa investigação, aos quais se adicionam vários ingredientes.”

Esta distinção releva para uma das conclusões centrais: a utilização ilegal de sulfitos na carne picada. E a DECO mantém o que afirmou: a utilização deste conservante é proibida por lei na carne picada. A ASAE, neste ponto, não contribuiu para o esclarecimento dos consumidores.

Quanto à metodologia, a ASAE conhece-a perfeitamente e sabe que em todos os testes, com todos os produtos, a DECO recorre sempre, sem exceção, a laboratórios credenciados, alguns dos quais a ASAE também conhece. Portanto, a tentativa de desacreditar a DECO por esta via não colhe. 

No que se refere à amostra, a DECO sempre deixou claro que abrangeu 26 talhos. Nem mais nem menos. Dada a coincidência dos problemas encontrados, o histórico dos estudos anteriores e a persistência dos mesmos problemas, a associação reitera o pedido, enviado ao Ministério da Agricultura, de interdição da venda de carne previamente picada. 

A DECO sublinha que no estudo e nas declarações, é valorizado o papel que a ASAE pode ter em todo este processo e a importância de uma fiscalização visível e dotada dos meios necessários. E continua disponível para colaborar com a ASAE, numa frente comum na defesa da segurança alimentar dos consumidores portugueses.


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