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Carne já picada: Governo continua a não resolver o problema

29 janeiro 2015 Arquivado

29 janeiro 2015 Arquivado

Após a reunião da DECO com o secretário de Estado da Alimentação, com o secretário de Estado Adjunto e da Economia, com a ASAE e outros parceiros, fica a promessa de que a fiscalização vai ser mais intensa. Mas a proibição de venda de carne já picada fica adiada.

O Governo não tenciona proibir a venda de carne previamente picada. Lamentamos que os decisores políticos continuem a menorizar um problema – a utilização ilegal de sulfitos e conservação e higiene deploráveis – que já havíamos identificado em 2013. Esta proibição, que já esteve em vigor nos anos 80 e 90, salvaguardaria a segurança alimentar dos consumidores. Por outro lado, o Governo garantiu que a fiscalização nesta área será reforçada, o que é um ponto positivo, mas não resolve a questão de base. Continuaremos atentos, obviamente, à evolução deste assunto.

Entretanto, o consumidor pode e deve acautelar-se. Se chegar a um talho e pretender carne picada, não opte pela que já se encontra em exposição. Escolha uma peça de carne inteira e mande-a picar ou, de preferência, leve-a para casa e pique-a num processador. Os sulfitos, utilizados por muitos talhos para dar à carne uma cor mais viva, só são permitidos em alguns preparados de carne e não em carne picada.

Quanto à possibilidade de submetermos os nossos estudos na área alimentar ao exame prévio da Comissão de Segurança Alimentar, como parece sugerir o secretário de Estado Adjunto e da Economia, não poderíamos estar mais em desacordo. A ASAE também vai submeter os seus controlos ao exame prévio da Comissão da Segurança Alimentar? Comprometemo-nos, isso sim, a enviar à Secretaria-Geral de Investigação Agroalimentar os métodos analíticos que utilizamos, aliás, como fazemos também para os produtores.

A defesa da segurança e da saúde dos consumidores faz-se através de uma comunicação aberta, frontal e responsável, que permita escolhas informadas. Somos pela proteção dos consumidores. Não somos pela proteção dos prevaricadores.