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Campanha quer desmistificar a origem da carne

02 setembro 2014 Arquivado

02 setembro 2014 Arquivado

A Organização Europeia dos Consumidores (BEUC), da qual a DECO faz parte, lança hoje a campanha “Conheça a origem da carne”. Partilhe exemplos de rótulos. O objetivo é tornar obrigatória a informação nas embalagens dos alimentos processados.

Para tornar as regras mais transparentes, a Organização Europeia dos Consumidores (BEUC, sigla em francês para Bureau Européen des Unions de Consommateurs), lança hoje a campanha “Conheça a origem da carne” (em inglês Can we trust our meat?).

Se, nos supermercados, encontrar rótulos de alimentos processados que indiquem a proveniência da carne, tire uma fotografia e partilhe na nossa página do Facebook. Pode incluir a hashtag #meatorigin. A campanha também desafia os consumidores a partilhar e a comentar, nas redes sociais, uma animação que conta a viagem de um porco, da quinta onde nasceu até ao supermercado.

Quanto maior for a adesão dos consumidores, maior será a capacidade de a BEUC exigir à União Europeia que torne obrigatória a informação sobre a origem da carne na embalagem de alimentos como o fiambre, o bacon, as salsichas, as lasanhas, os ravióli e os nuggets, entre outros.

Regras mudam, mas o local de nascimento continua de fora
Atualmente, apenas a carne de bovino fresca deve indicar os locais onde o animal nasceu, foi criado e abatido. Por isso, quando o consumidor compra alimentos processados, não sabe de onde vem a matéria-prima, mesmo que se trate de um produto à base de carne de vaca (como os hambúrgueres).

Os críticos afirmam que incluir essa informação nas embalagens vai aumentar os custos de produção e o preço final. No entanto, segundo a BEUC, alguns produtores avançaram por iniciativa própria sem encarecer os custos para o consumidor.

A partir de abril de 2015, a indicação do local de criação e de abate será obrigatória no caso da carne de porco, de aves e de ovinos. Mas o local de nascimento foi excluído das novas regras.

Nesta embalagem lê-se “nascido, criado, alimentado, abatido e desmanchado em Portugal". É esta informação que a iniciativa quer tornar obrigatória.
Nesta embalagem lê-se “nascido, criado, alimentado, abatido e desmanchado em Portugal". É esta informação que a iniciativa quer tornar obrigatória.

A BEUC avança que 90% dos consumidores têm interesse nessa questão, independentemente do tipo de carne e de ser fresca ou processada. O dado é cada vez mais importante por causa de situações como a carne de cavalo em preparados de vaca, que ocorreu em 2013. 

Estes escândalos alimentares colocam à prova a confiança das pessoas. A transparência é a chave para uma relação segura entre o consumidor e os produtores. Consideramos fulcral que a menção da origem passe a ser obrigatória em alimentos processados. Saber a proveniência ajuda os consumidores a dissiparem as dúvidas sobre a segurança dos alimentos e a escolhê-los considerando outros aspetos, como o facto de ser ou não um produto nacional.

Por iniciativa própria, alguns produtores começaram a incluir a origem da carne nas embalagens. No rótulo desta lasanha lê-se "nascido, criado, abatido e transformado em França” (né, élevé, abattu, transformé en France).
Por iniciativa própria, alguns produtores começaram a incluir a origem da carne nas embalagens. No rótulo desta lasanha lê-se "nascido, criado, abatido e transformado em França” (né, élevé, abattu, transformé en France).

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