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Botulismo: o que é, como se transmite e como prevenir

02 outubro 2015

02 outubro 2015

Produtos da marca Origem Transmontana estão na origem de quatro casos confirmados de botulismo alimentar. Enquanto a ASAE continua as investigações, saiba o que deve fazer para prevenir esta doença rara que, se não for detetada e tratada a tempo, é potencialmente fatal.

Fonte de contágio: conservas caseiras

A bactéria na origem do botulismo está não só amplamente disseminada pelos solos, como existe também no intestino de alguns animais, e encontra as condições ideais para se propagar em ambientes húmidos e até com pouco oxigénio, como é o caso dos produtos enlatados. Aliás, as conservas caseiras são a fonte mais frequente de botulismo, embora as comerciais tenham sido responsáveis por cerca de 10% dos surtos. Curiosamente, o nome da doença vem do termo salsicha em latim. 

As fontes alimentares associadas com maior frequência ao botulismo são as que sofrem, no geral, algum tipo de tratamento para as preservar como é o caso dos enlatados, produtos em conserva ou fumados. Assim, temos como exemplos os vegetais em conserva, o peixe em conserva e/ou fumados, carnes curadas como os enchidos (chouriço, paio, presunto, entre outros). No entanto, pode também haver casos em produtos como condimentos, produtos lácteos, carne de porco, de bovino e as aves, entre outros alimentos.

Para além do botulismo alimentar, existem outros tipos: o botulismo infantil, causado pela ingestão de esporos que germinam e produzem a toxina no intestino, o botulismo dos ferimentos (o mais raro), causado pela contaminação de uma ferida com esporos do microrganismo que germinam e produzem a toxina, e o botulismo de classificação indeterminada, que é semelhante ao botulismo infantil, mas ocorre no adulto.