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Botulismo: o que é, como se transmite e como prevenir

02 outubro 2015

02 outubro 2015

Produtos da marca Origem Transmontana estão na origem de quatro casos confirmados de botulismo alimentar. Enquanto a ASAE continua as investigações, saiba o que deve fazer para prevenir esta doença rara que, se não for detetada e tratada a tempo, é potencialmente fatal.

Ajuda médica é essencial

Tratando-se de uma doença que afeta a capacidade de engolir e respirar, procurar ajuda médica é essencial. Para além de um exame físico que permitirá fazer o diagnóstico diferencial de outras patologias que causam paralisia (como o acidente vascular cerebral), o médico poderá solicitar outro tipo de exames, como análises ao sangue ou às fezes, para confirmar a presença da bactéria no organismo.

Para eliminar do corpo qualquer toxina que ainda não tenha sido absorvida, pode-se induzir o vómito, limpar o estômago através de uma lavagem gástrica e administrar laxantes para acelerar o trânsito intestinal. Quase sempre é necessário internamento, já que o doente poderá precisar de um tubo nas vias respiratórias ou de um ventilador para respirar e de receber líquidos intravenosos. Com uma taxa de mortalidade de cerca de 70 por cento no início do século XX, estes cuidados intensivos permitem agora uma taxa de sobrevivência de 90 por cento.

Em geral, o tratamento é feito por meio de medicamentos específicos, chamados antibotulínicos, que agem diretamente contra a toxina liberada pela Clostridium botulinum. A antitoxina botulínica não faz retroceder o dano causado, mas pode retardar ou deter uma maior deterioração física e mental, o que permite que o corpo vá recuperando por si só ao longo de meses. A antitoxina é administrada logo que o botulismo é diagnosticado (exceto para o botulismo infantil, onde ainda está em fase de estudo). Há mais possibilidades de ser eficaz se for administrada dentro das primeiras 72 horas após o início dos sintomas.