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Rúcula e espinafres: prazos das saladas devem ser mais curtos

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A DECO PROTESTE testou 23 amostras de rúcula e espinafres já lavadas e prontas a comer e defende prazos mais curtos. Siga os conselhos de utilização.

Saladas Embaladas - rúcula e espinafres

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As saladas podem ser uma boa forma de ingerir alguns dos nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo. A recomendação é que devemos ingerir de três a cinco porções de frutas e vegetais, por dia. Uma porção equivale, por exemplo, a duas chávenas almoçadeiras de legumes crus (180 gramas) ou uma chávena almoçadeira de legumes cozinhados (140 gramas).

De acordo com os dados mais recentes da Balança Alimentar Portuguesa, em 2020, os portugueses consumiram menos 8,6% de hortícolas do que o aconselhado, sendo que, de 2016 para 2020, o consumo aparente manteve-se relativamente estável, com 285,8 gramas, por habitante, por dia, em média, quando comparado com os 286,3 do período entre 2012 e 2015.

Encontra, em muitas superfícies comerciais, saladas embaladas mais compostas, com uma variedade de verduras, ou constituídas por um elemento vegetal. Esta oferta tem vindo a aumentar, visto que há cada vez mais procura por parte dos consumidores. 

Prazos das saladas devem ser mais curtos

Das 23 amostras de legumes para saladas que a DECO PROTESTE testou, incluindo rúcula e espinafres, em termos de higiene, a maioria apresentou bons resultados. No entanto, detetámos uma quantidade mais elevada de enterobactérias numa amostra de rúcula e em seis de espinafres (marcas com três estrelas na microbiologia). 

As enterobactérias fazem parte da flora natural, estando presentes no trato gastrointestinal do ser humano e dos animais de sangue quente, bem como em legumes, estando, também, algumas disseminadas no meio ambiente.

Apesar de a lavagem e desinfeção reduzirem a contagem de enterobactérias, e mesmo à temperatura de refrigeração a que estes produtos são armazenados, continua a haver crescimento e multiplicação destes microrganismos.

A DECO PROTESTE defende, assim, que os prazos destes produtos deveriam ser mais curtos. Porém, nunca encontrámos microrganismos patogénicos que coloquem em risco a saúde dos consumidores. Para garantir que leva para casa o produto mais fresco possível, escolha o que estiver mais longe do final do prazo de validade. E consuma-o, de preferência, assim que o comprar.

Não foram encontradas quantidades de contaminantes preocupantes

Para proteger a saúde pública, alguns contaminantes presentes nos géneros alimentícios têm teores máximos fixados por lei. É o caso dos nitratos e pesticidas. 

A presença de nitratos nos alimentos pode ter origem no consumo de água ou alimentos contaminados, como, por exemplo, os legumes, ou, ainda, por ingestão de alimentos onde os nitratos e nitritos são utilizados como aditivos permitidos. No entanto, estes contaminantes não são perigosos para o ser humano. Grande parte é eliminada pelos rins, através da urina. O perigo está na possibilidade da conversão de nitratos em nitritos, por ação de bactérias. Esta conversão ocorre durante a digestão. Como uma das principais fontes de exposição aos nitratos é o consumo de legumes, a DECO PROTESTE inclui este parâmetro no teste, e os resultados são positivos.

Apesar de todas as amostras acusarem a presença de nitratos, os valores nunca ultrapassam os limites máximos permitidos. Em relação aos pesticidas, estavam quase sempre presentes, mas também abaixo do limite máximo de resíduo. Assim, as avaliações dos contaminantes variam entre o médio e o muito bom.

Algumas saladas têm um aspeto pouco fresco

A DECO PROTESTE analisou o aspeto e o odor das amostras no último dia do prazo de validade, tal como aconteceu para as análises microbiológicas. 

Folhas deterioradas, com textura mole, sinais de podridão e odor pouco fresco foram alguns dos aspetos que comprometeram a qualidade de duas amostras de rúcula e três de espinafres.

Não é suposto que, ainda dentro do prazo de validade anunciado pelo fabricante, o consumidor tenha, por exemplo, de separar folhas frescas das já deterioradas, perdendo-se o objetivo deste tipo de legumes embalados: um produto, qualquer que seja o dia de compra, dentro do prazo de validade, com boa qualidade. Estas falhas na frescura podem ser uma consequência da má conservação e do estabelecimento, pelos fabricantes, de prazos de validade demasiados longos. 

Siga os 9 conselhos de utilização 

  1. Prefira legumes frescos. Atente na cor e no aspeto.
  2. Veja se têm folhas murchas ou amareladas.
  3. Verifique se a temperatura do expositor é inferior a quatro graus.
  4. Escolha embalagens sem perfurações e rejeite as que estiverem "inchadas".
  5. Prefira legumes da época. Consulte o nosso calendário de frutas e legumes.
  6. Escolha o produto com um prazo de validade mais longo.
  7. Guarde no frigorífico até consumir. Mas consuma o mais rápido possível.
  8. Lave as mãos antes de manipular estes alimentos e mantenha a cozinha limpa.
  9. Deite fora o produto se sentir um odor estranho.

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