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Rótulo dos alimentos: guia para escolher bem

Sal: usar sem abusar

Constituído por sódio (Na) e cloro (Cl), o sal (ou cloreto de sódio) é a nossa principal fonte de sódio (90% na nossa alimentação). O consumo de sal em excesso é uma das causas para o agravamento da hipertensão arterial, o principal fator de risco das doenças cardiovasculares.

Como esta é a principal causa de morte no nosso país, torna-se imperativo reduzir o consumo de sal na alimentação dos portugueses. Outras doenças relacionadas com o consumo excessivo de sal incluem cancro do estômago e insuficiência renal. Podem ainda agravar a osteoporose e a cirrose.

A Organização Mundial de Saúde aconselha um consumo de sal inferior a 5 g por dia. No entanto, em Portugal, o consumo chega a atingir entre 10 e 11 g por dia. Os resultados do 2.º Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF) indicaram que, em média, os portugueses consomem 7,3 g de sal por dia. Três quartos do sal da nossa dieta provêm dos produtos industrializados, como pão, charcutaria, queijos e pratos pré-cozinhados. É necessário reduzir o seu consumo.

  • Modere o consumo de produtos muito salgados (aperitivos, charcutaria, queijos, etc).
  • Substitua o sal por ervas aromáticas ou especiarias, que realçam o sabor dos alimentos.
  • Em vez dos molhos industriais para saladas, tempere, por exemplo, com sumo de limão. O paladar adapta-se rapidamente.
  • Use uma colher de chá para medir o sal que utiliza durante a confeção, assim terá maior noção da quantidade adicionada e do que pode reduzir.
  • Sempre que possível, tempere a comida apenas quando estiver quase cozinhada. Tempere com o teor mínimo e vá provando até atingir o ponto desejado.
  • Não leve o saleiro para a mesa.