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Já reparou no semáforo nutricional nos rótulos?

10 outubro 2016 Arquivado
semáforo nutricional

10 outubro 2016 Arquivado
O código de cores dos semáforos, com vermelho, amarelo e verde, facilita a leitura da informação nutricional. Se as marcas optassem por uma apresentação universal, os consumidores saíam a ganhar.

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Na semana de 10 a 14 de outubro, a DECOJovem e a DECO Forma realizam sessões para ajudar os consumidores na leitura e interpretação dos rótulos dos produtos alimentares. São 21 workshops para o público em geral e 70 sessões em escolas da rede DECOJovem, por todo o País.  

Para ajudar os consumidores a fazerem escolhas saudáveis, algumas marcas têm um resumo da informação nutricional, por porção, de quatro nutrientes cujo consumo deve ser moderado: açúcares, gorduras, gorduras saturadas e sal. Indicam ainda a energia, em quilocalorias ou quilojoules, e a percentagem da dose de referência (DR) que uma porção do produto fornece de cada nutriente. Esta última diz-nos qual o contributo da dose do alimento para a satisfação das nossas necessidades diárias (em termos de calorias e dos principais nutrientes).

As marcas das cadeias de supermercado e algumas de fabricante incluem este resumo nutricional, mas cada uma à sua maneira, o que complica a vida ao consumidor. Esta informação é facultativa e como a forma de apresentação não está definida por lei, as marcas não têm regras a cumprir. Mas o consumidor ganharia se houvesse uma harmonização.

Cor com significado
Há 3 anos testámos o resumo nutricional dos rótulos e os consumidores foram unânimes: preferem a apresentação em forma de semáforo, com vermelho, amarelo e verde para classificar os nutrientes. Assim, alimentos com mais nutrientes verdes traduzem a opção mais saudável. Nutrientes amarelos são uma boa opção. Os vermelhos devem ser consumidos ocasionalmente ou em menor quantidade.

Os produtos da marca Continente permitem que o consumidor classifique logo o produto ao nível de gordura, sal, entre outros.
Os produtos da marca Continente permitem que o consumidor classifique logo o produto ao nível de gordura, sal, entre outros.
O uso de cores facilita a leitura, mas os critérios por detrás da atribuição devem também ser uniformizados e estabelecidos por uma entidade independente.
A cadeira Intermarché (à esquerda) utiliza laranja em vez de vermelho. Auchan (em cima) e Pingo Doce (em baixo) têm rótulos monocromáticos. Três opções pouco claras para o consumidor, que fica sem saber se o produto é uma opção saudável.
A cadeira Intermarché (à esquerda) utiliza laranja em vez de vermelho. Auchan (em cima) e Pingo Doce (em baixo) têm rótulos monocromáticos. Três opções pouco claras para o consumidor, que fica sem saber se o produto é uma opção saudável.
Os termos utilizados já caminham para a uniformização em resultado do novo regulamento para os rótulos: todos os exemplos que recolhemos indicam “sal” e não “sódio”. Nas prateleiras ainda encontramos embalagens escritas noutra língua.
Este produto de marca branca do E’leclerc tem a informação nutricional em francês.
Este produto de marca branca do E’leclerc tem a informação nutricional em francês.