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Iogurtes skyr: tira-teimas em 5 respostas

08 junho 2017
Iogurtes Skyr: tira-teimas em 5 respostas

08 junho 2017
É um dos iogurtes do momento, procurado por quem segue uma dieta rica em proteínas. Com moderação, o skyr pode ser consumido por todos.

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O iogurte skyr é um produto lácteo fermentado que os vikings terão levado para a Islândia na Idade Média. É uma das opções do momento devido ao conteúdo proteico, destacado na embalagem. Praticamente isento de gordura e com poucas calorias, cada iogurte skyr tem o dobro das proteínas de um iogurte magro comum. De consistência cremosa e com um sabor suave, existe em versão natural (levemente azedo) e aromatizada com frutas (framboesa, mirtilo, pêssego e maracujá, entre outras). As opções com aromas têm 1% de açúcar a mais. Desvendamos cinco dúvidas comuns sobre o iogurte skyr.

1. Qualquer um pode consumir?

O skyr pode ser consumido por todos, desde que não tenha intolerância à lactose ou faça alergia a algum dos ingredientes. Nem todos os intolerantes conseguem consumir iogurtes, pois depende do seu grau de sensibilidade à lactose. Neste caso, o melhor é esclarecer com o médico. Como para qualquer outro alimento que escolhemos no nosso dia-a-dia, o iogurte skyr deve ser integrado numa dieta alimentar equilibrada e saudável. As quantidades de proteína necessárias variam consoante o género, a idade, a atividade física e o estado de saúde.

Estes iogurtes são uma opção válida em dietas ovolactovegetarianas ou para quem tem dificuldades em consumir proteína animal. Para os idosos, que têm dificuldade em mastigar e reduzem as quantidades de carne e peixe ingeridas, pode ser uma mais-valia em termos nutricionais e monetários. No caso das crianças, continuamos a recomendar o iogurte natural comum.

2. O iogurte skyr tem mesmo mais proteína?

Comparámos o skyr vendido no Lidl, Continente e Jumbo com o queijo quark, o iogurte grego natural e o iogurte natural comum vendidos nos mesmos supermercados. Nos valores proteicos, o skyr destaca-se, seguido do queijo quark. De todos os produtos, só os iogurtes naturais comuns têm menos calorias do que o skyr. No menu, veja a comparação nutricional entre os 4 produtos (informação reservada a subscritores).

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Existem outras alternativas ao skyr, que muitas vezes está esgotado nos supermercados, como os queijos cremosos ou o queijo fresco batido. São semelhantes ao iogurte skyr em termos nutricionais e podem ser mais fáceis de encontrar em grandes superfícies.

3. O skyr sacia mais o apetite?

O iogurte skyr é produzido com quantidades mais elevadas de leite do que as necessárias para fazer um iogurte natural. A proteína utilizada é a caseína (não a do soro do leite, como noutro iogurte) que, por ser uma proteína de alto valor biológico (que contém todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais para atender às necessidades orgânicas) e de origem animal, tem mais aminoácidos essenciais, digere-se melhor e é absorvida mais facilmente. A caseína também estimula a síntese proteica de forma mais eficiente, pois é de absorção mais lenta. Ao promover elevados níveis de saciedade, é uma mais-valia para pessoas com maior apetite.

O skyr deve ser integrado numa dieta alimentar equilibrada e saudável. Três refeições diárias principais e dois lanches são essenciais. Não passar mais de 2 a 3 horas sem comer e ingerir pequenas quantidades de cada vez são outras regras a cumprir. A energia deve ser fornecida de forma equilibrada: 45% a 60% pelos hidratos de carbono, 20% a 35% pela gordura e 10% a 15% pelas proteínas.

4. É recomendável para as crianças?

Recomendamos às crianças o iogurte natural comum, porque apresenta valores energéticos baixos como os do skyr, com a vantagem de ter uma repartição de macronutrientes mais equilibrada.

O iogurte skyr é opção apenas se a criança tiver dificuldades em ingerir carne ou se recusar comer peixe (2 a 3 iogurtes skyr por dia atingem os 20 a 30 gramas diários de proteína recomendados às crianças).

De acordo com dados do Estudo do Padrão de Alimentação e de Crescimento na Infância (EPACI), as crianças portuguesas consomem mais calorias do que o recomendado e o dobro do que seria desejado de proteínas. Entre os 12 e os 36 meses, as crianças devem ingerir cerca de 300 a 500 mililitros de leite e derivados, já incluindo iogurtes e queijo. O consumo aconselhado de proteínas nesta faixa etária é de 0,8 a 1,2 gramas por quilo de peso.

5. É para todos os desportistas?

Por ser rico em proteínas e pobre em gordura e açúcar, o iogurte skyr tem sido muito divulgado em blogues e sites associados ao desporto. No entanto, a sua ingestão depende do tipo de treino e desporto praticado. No caso da corrida ou do ciclismo (em que o objetivo é a recuperação muscular), do bodybuilding ou do crossfit (em que se procura aumentar a massa muscular), o consumo de skyr pode ter um papel relevante, pois a caseína é de digestão mais lenta do que o soro de leite.

Se o exercício for moderado e de impacto razoável, não será necessário o aumento do consumo de proteínas. Numa alimentação variada e equilibrada, sobretudo rica em fruta e legumes, os suplementos de vitaminas e minerais também não são necessários no caso dos desportistas.

Tal como a restante população, quem pratica exercício deve consumir todos os dias fruta, legumes e alimentos ricos em cálcio, como leite, queijo e iogurtes. Pão, massa e arroz também devem fazer parte do menu diário. Nas proteínas, prefira carnes brancas, peixe ou ovos. As gorduras, como manteiga, natas e bolachas, devem ser limitadas.

Benefícios e riscos das proteínas

As dietas e produtos com elevado teor proteico estão na moda. No entanto, não existem produtos milagrosos e o excesso de proteínas pode ser prejudicial. Atualmente, verifica-se um consumo excessivo de proteína nas sociedades ocidentais devido a um consumo excessivo de carne.

Benefícios

  • Nas quantidades adequadas, as proteínas são indispensáveis para o nosso organismo, porque contribuem para a formação dos músculos e para o bom funcionamento do corpo.
  • Numa dieta alimentar equilibrada e baseada nas porções da roda dos alimentos, recomenda-se que cerca de 10 a 15% do valor calórico total seja de origem proteica (50% de origem vegetal e 50% de origem animal).
  • Um adulto precisa de 0,83 gramas de proteína por quilo de peso corporal, ou seja, um adulto de 70 kg precisa de 58 gramas de proteína por dia.
  • As crianças com mais de 6 meses precisam, por dia, de uma quantidade de proteína de 0,66 gramas por quilo. No caso dos adolescentes entre os 14 e os 18 anos, o consumo deve ser de 52 gramas de proteína por dia para os rapazes e 51 gramas para as raparigas.
  • As proteínas animais têm um alto valor biológico (carnes, aves, peixes, ovos e lacticínios).
  • Nos vegetais, cereais e frutos secos encontramos proteínas de baixo valor biológico, pois não possuem alguns aminoácidos essenciais.

Riscos

  • O défice prolongado de proteína provoca perda de massa muscular, acumulação de líquidos e problemas ao nível do sistema imunitário.
  • O excesso de proteína pode afetar os rins e o fígado ou favorecer o aparecimento da osteoporose.

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