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A análise do Conselho Europeu de Informação sobre Alimentação (EUFIC - The European Food Information Council) revela que os europeus consomem em média 386 gramas de fruta e legumes por dia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, no mínimo, 400 gramas, o que corresponde, por exemplo, a uma maçã, uma pera e uma chávena almoçadeira de legumes cozinhados. A ingestão média atinge esta dose em apenas seis países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Hungria, Itália e Polónia.

Estes dados estão na linha dos da Balança Alimentar portuguesa de 2010, que retrata uma dieta nacional demasiado calórica, com excesso de gorduras saturadas e défice de fruta, hortícolas e leguminosas secas.

Pilar da dieta
A fruta e os vegetais são elementos importantes para uma dieta saudável e equilibrada, nas refeições principais ou ao lanche. Fornecem vitaminas, minerais, fibras e incluem ainda substâncias fitoquímicas, como antioxidantes e fitoesteróis, com potenciais benefícios para a saúde.

Estudos mostram que a ingestão de fruta e legumes está associada à diminuição do risco de doenças crónicas, como problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns cancros, como o da boca, laringe, estômago e pulmão.

Barreiras ao consumo
Segundo a EUFIC, os europeus não seguem uma dieta saudável, sobretudo, por falta de tempo para cozinhar e fazer compras. As características de algumas frutas e legumes (pele, sementes, etc.) são também dissuasoras para muitos.

O sabor, em particular da fruta, nem sempre corresponde às expectativas dos consumidores. Há ainda quem justifique o baixo consumo com o receio de resíduos tóxicos provenientes de tratamentos, por exemplo, com pesticidas.

Mais cor na alimentação diária
O estudo reconhece também que a alimentação varia com a idade e o sexo, entre outros fatores. As mulheres e raparigas, por exemplo, ingerem mais fruta e legumes do que os homens e rapazes. É importante fomentar a ingestão de 5 doses de fruta e vegetais em toda a população, com particular atenção para os grupos mais suscetíveis de sofrerem carências, como crianças e adolescentes, grávidas, mulheres que amamentam e idosos.

Os lanches a meio da manhã e da tarde são ótimas oportunidades para incorporar fruta. No caso das crianças, pode colocá-la na lancheira lavada e inteira ou em pedaços, numa caixa bem fechada.

Nas refeições principais, além da sopa de legumes, pode incluir acompanhamento de vegetais cozidos ou salteados, puré de fruta ou saladas. Um sumo natural e fruta à sobremesa ajudam a compor a dose ideal.

A fruta e vegetais crus e pouco processados conservam maior quantidade de vitaminas e minerais. Contudo, o organismo aproveita melhor alguns destes micronutrientes, como betacaroteno, licopeno e flavenoides, quando os alimentos são cozinhados. A solução é, pois, variar nas espécies de fruta e legumes e na preparação culinária. O nosso calendário pode ajudar na seleção.