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Europeus comem mais peixe

17 março 2017
europeus consomem mais peixe

17 março 2017
O consumo per capita de produtos da pesca e da aquicultura na União Europeia está a atingir níveis anteriores à crise económica. Portugal e a Suécia são os países onde se comem mais estes produtos congelados, revela o inquérito mais recente do Eurobarómetro.

O consumo de produtos da pesca e da aquicultura está a aumentar na União Europeia: 42% dos cidadãos revelam comer estes produtos em casa, pelo menos, uma vez por semana. Os dados são do Eurobarómetro sobre hábitos alimentares relativos a pescado, realizado nos 28 estados-membros em junho de 2016 e divulgado em janeiro último.

Em 2015, foram consumidos 25,5 kg per capita. Um valor aproximado dos 26 kg que se consumiam em 2008, antes da crise económica. A maioria dos consumidores entrevistados diz consumir produtos da pesca e da aquicultura porque “é saudável”. Mas há diversos fatores que influenciam a escolha na hora de comprar. A distância a que as pessoas vivem do mar e os preços determinam a frequência com que se consomem estes produtos. Em países como Espanha, Suécia, Estónia, Dinamarca e Finlândia, mais próximos do mar, os inquiridos revelaram maior frequência de consumo do que em países como a Eslováquia ou a Hungria.

Preço domina a ementa

A maioria admite que comeria mais produtos da pesca e da aquicultura se os preços fossem mais baixos. A seguir à Bulgária e à Lituânia, Portugal foi o país onde os inquiridos admitiram que comprariam e consumiriam mais se fosse mais barato. As mercearias e as grandes superfícies são os principais locais onde a maioria dos cidadãos da União Europeia entrevistados compra estes produtos. 

Grande parte dos inquiridos compra congelados com frequência ou de vez em quando. Portugal e a Suécia são os maiores consumidores de pescado congelado. No caso português, para além do fator prático, muitos dos produtos consumidos são importados e, por isso, vendidos congelados. Se forem respeitadas todas as regras de congelação e descongelação, o peixe congelado tem as mesmas características nutricionais que o fresco.

Data, origem e espécie no rótulo

Data de validade, seguida da espécie, se o produto foi descongelado, se é capturado ou de aquicultura e a área onde foi pescado ou produzido são as informações que os consumidores consideram mais importante. Os rótulos dos produtos são claros e fáceis de perceber para mais de dois terços dos inquiridos. Tanto para os produtos em conserva como para os preparados, a origem e a espécie são as duas características mais importantes que os consumidores dizem dever constar no rótulo.

Benefícios do peixe à mesa

O peixe é uma boa fonte de proteínas, que contém todos os aminoácidos essenciais. Apresenta um perfil de ácidos gordos mais saudável do que outros alimentos de origem animal. Contém algumas vitaminas e minerais em quantidades apreciáveis, como as vitaminas A e D em espécies gordas e o iodo nas espécies marinhas. O peixe de aquicultura tem mais gordura, com menor percentual de ácidos gordos do tipo ómega-3 e ómega-6. Consumir espécies equivalentes de captura pode levar a menor aporte destes ácidos gordos porque são espécies mais magras. Alterne o consumo entre peixe de aquicultura e capturado.

Nos adultos, o consumo de peixe reduz a mortalidade por doença coronária. Varie a dieta entre espécies gordas (por exemplo, cavala, sardinha e enguia) e espécies magras (como carapau, robalo e pescada) e entre peixe de maiores dimensões e mais pequeno. Em geral, as espécies de maiores dimensões têm níveis de mercúrio mais elevados, acumulados através das espécies mais pequenas das quais se alimentam. Cozer, grelhar ou estufar em cru (sem refogar) são os métodos de confeção mais saudáveis, pois têm menos teor de gordura.


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