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Bolachas maria têm muito açúcar e pouca fibra

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As clássicas bolachas maria, afinal, são menos inocentes do que se julgava. A nutrição tropeça na grande quantidade de açúcar e na falta de fibra.

Bolachas

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As modas vacilam perante os clássicos. A bolacha maria permanece quase incólume a variações sobre uma fórmula invencível há mais ou menos 150 anos. Melhor: desde a sua criação, às mãos de pasteleiros ingleses, por alturas da boda de Maria Alexandrovna, grã-duquesa da Rússia – à qual a bolacha deve a designação –, com o duque de Edimburgo, em 1864. Tal longevidade justifica um teste, não só à bolacha maria original, como também à versão sem açúcar e sem açúcar adicionado. O pecado maior das amostras tradicionais mora na quantidade exagerada de açúcar e na escassa fibra.

"Marias" nutricionalmente pouco equilibradas

No teste que realizou a 23 marcas de bolacha maria, a DECO PROTESTE cruzou os valores declarados no rótulo com o algoritmo do Nutri-Score (entre A e E) para deliberar sobre a composição nutricional das bolachas maria. Aliás, as amostras que chumbaram em tal critério viram a Qualidade Global limitada a esta avaliação. Mais de um terço das amostras chumbou. Justificação: valores substantivos de açúcar e irrisórios de fibra. Nas gorduras saturadas, o óleo de palma estraga a pintura. Na bolacha maria sem açúcar, o A e o B do Nutri-Score reinam.

Verifique se as bolachas contêm ingredientes com recomendada moderação no consumo, como a gordura de palma, rica em ácidos gordos saturados. Opte por bolachas sem este tipo de gordura. 

Procure a declaração nutricional, obrigatória no rótulo da maioria dos alimentos. Confira os teores em lípidos (entre os quais, os saturados), açúcares e sal. Quanto mais baixos, melhor. Compare os valores nutricionais dos produtos por 100 gramas.

 

Aditivo a evitar em três marcas

Quase nenhuma bolacha está livre de aditivos. Para a maioria, não é uma má notícia. O simulador da DECO PROTESTE classifica como toleráveis a maioria dos aditivos da lista de ingredientes dos produtos testados. Porém, três marcas contêm E 150d (caramelo de sulfito de amónio), corante enganador e a evitar: as Cuetara e P’tit Deli (originais) e a Vieira, sem açúcar. O E 150d pode conter um composto, 4-MI (4-metilimidazol), classificado como possivelmente cancerígeno pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC). Já a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) concluiu que as estimativas de exposição à impureza 4-MI, resultante do consumo de caramelos como aditivos alimentares, não preocupam. Ainda assim, o E 150d deve ser evitado por quem não tolera sulfitos. Verificou-se ainda que poucas são as bolachas sem aromas. 

Edulcorantes? Não, obrigado

Quando, na embalagem, se lê “sem açúcares” ou “sem açúcares adicionados”, regra geral, são os edulcorantes a fazer as doces honras. Os fabricantes deveriam abreviar a proporção de açúcar, ao invés de o trocar por edulcorantes ou por outros ingredientes doces. Educar o paladar, adaptando-o a alimentos menos doces, justifica os ganhos em saúde. As bolachas sem açúcar e sem açúcar adicionado são apenas aceitáveis. Contêm maltitol, um aditivo da categoria dos poliois ou açúcares reduzidos, que, em quantidades exageradas, é laxante e pode provocar inchaço no abdómen, flatulência, dores de barriga e diarreia.

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