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Bacalhau no Natal: salgado seco pouco mais barato do que o demolhado congelado

Junta oito comensais na ceia natalícia? A DECO PROTESTE fez as contas aos gastos. E, para saber qual o mais barato, pesou 21 postas de bacalhau seco e comparou o custo com o demolhado congelado.

19 dezembro 2022
Bacalhau na ceia de Natal

iStock

A tradição no Natal, muitas vezes, ainda é o que era. Bacalhau, couves, batatas, peru... e umas quantas variações regionais, de Norte a Sul, e nas Ilhas. Se atentarmos, porém, ao peixe e aos acompanhamentos, e à carne branca habitual, que preços esperar neste Natal? Para oito comensais, e para quem prefere bacalhau como prato principal, o ponto de partida são 18 euros. Mas, se o peru unir os apetites, a conta não anda muito longe dos 6 euros. Este custo centra-se nos ingredientes essenciais. Ou seja, no bacalhau, rodeado da couve portuguesa, da batata e do ovo, ou no peru inteiro ou na perna, com batata. E, se o apetite for maior, há que dosear para mais os custos apresentados.

Bacalhau salgado seco: poupa 1,25 euros por quilo, mas...

Três em cada quatro famílias consomem bacalhau, pelo menos, uma vez por semana. O bacalhau salgado seco junta mais adeptos, em prejuízo do demolhado. Mais de um terço opta pelo crescido, e apenas 18% pelo graúdo ou especial. E quase 80% dos consumidores compram postas. No entretanto, será acertada a preferência pelo seco? O que compensará mais para a economia doméstica? O bacalhau ultracongelado, já demolhado, ou o inteiro seco, ainda com sal? Pronto a cozinhar, o primeiro ganha pela rapidez. Já o segundo consome mais tempo de preparação, entre a compra, o pedido de corte em postas e, em casa, o pôr de molho.

Em vista deste cerimonial, significará mais tempo, menos dinheiro? Ou menos tempo, mais dinheiro? Regressemos, então, aos preços. Para tirar a teima – se é mais barato comprar em seco ou já demolhado –, a DECO PROTESTE pesou 21 amostras de bacalhau seco. Comparou-se o custo final, após a demolha do seco, com o preço da compra de bacalhau ultracongelado já livre do sal. O processo de demolha resultou num aumento de peso entre 18 e 29% no bacalhau seco. Este ganho é tanto maior quanto mais altas as postas, por absorverem mais humidade. As épocas especiais pedem esmero na apresentação, daí que, no Natal, as postas mais encorpadas sejam as mais desejadas.

Ora, o que provaram os cálculos? Que, com o bacalhau seco, e tendo em conta um ganho médio de peso na ordem dos 24% com a demolha, se poupa cerca de 14% comparativamente à compra do ultracongelado já demolhado. Esta poupança traduz-se em cerca de 1,25 euros por quilo. Pois... além de não ser um número muito significativo, corroborou-se sobretudo quando o bacalhau apresentava postas altas. Contra esta tendência, as postas ultracongeladas do Auchan, do Continente e do Pingo Doce permitem poupar 3,82 euros por quilo, face às secas ainda salgadas.

Concluindo: o bacalhau salgado seco inteiro poderá ser mais económico, sobretudo no Natal, quando se privilegiam as postas altas e o apetite parece prolongar-se pelas travessas adentro. Caso contrário, regressados aos dias sem ocasião e às postas de estatura mediana, os produtos ultracongelados assentam como luvas. E são até mais vantajosos.

 

Bacalhau: hipermercado até 5 euros por quilo mais barato

Para reduzir os gastos alimentares do orçamento familiar concentrados em dois dias, as compras nos hipermercados darão uma ajuda. Após a DECO PROTESTE investigar o preço do bacalhau crescido e graúdo (exceto o asa branca), em lojas tradicionais e supermercados, notou-se uma poupança pronunciada nas compras nas grandes superfícies.

Senão, vejamos. O preço por quilo em lojas tradicionais, que só vendem bacalhau, em lojas de rua e inseridas em mercados municipais, situa-se nos 16,47 euros, para o bacalhau crescido, e os 18,53 euros, para o graúdo. Já nos hipermercados, o bacalhau crescido custa, em média, 12,63 euros por quilo, e o graúdo, 13,95 euros. A poupança não é desprezível: no primeiro caso, 3,84 euros por quilo e, no segundo, 4,57. Isto se ficarmos pelas médias. A poupança pode atingir até cerca de 6 euros por quilo.

Inseparável do empratamento natalício é a couve portuguesa, que, nesta época, esverdeia as lojas. Vendida à unidade, custa 2,25 euros por quilo no comércio tradicional. Nos hipermercados, é ligeiramente mais em conta: 1,80 euros. 

Peru: lojas tradicionais mais caras

Degustado um pouco por todo o País, sobretudo no almoço de 25 de dezembro, o peru vende-se inteiro, com maior frequência nos talhos. Os preços variam entre 3,78 e 5,98 euros por quilo. Já a perna de peru encontra-se facilmente nos talhos, mas também em hipermercados. Nos primeiros, o preço por quilograma varia entre 3,98 e 5,98 euros; nos segundos, entre 3,49 e 5,95 euros. A tendência também se confirma aqui: o hipermercado apresenta-se como uma alternativa 15% mais barata do que o comércio de rua. Embora as diferenças de preços não sejam muito vincadas, compensa recorrer ao hipermercado. 

Nos cálculos, consideram-se somente os alimentos centrais nos pratos, pelo que terá de completar os que faltam na equação. Além disso, como, em dias de festa, se toma o gosto além da fome que se desenha à medida do estômago, pode sempre acrescentar um ponto (ou euro) a cada prato. Mais uma posta, mais uma batata, mais um pouco de couve, mais uma fatia de peru... e mais uns docinhos, para acabar em beleza. 

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