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Azeite virgem extra: 4 marcas são apenas virgem

03 agosto 2015 Arquivado
Azeite virgem extra: 4 marcas são apenas virgem

03 agosto 2015 Arquivado

Quatro em 26 amostras de azeite, anunciadas como “virgem extra”, afinal são “virgem”, categoria inferior. O consumidor está a pagar mais por um produto que vale menos.

No nosso estudo a 26 azeites virgem extra, detetámos, através de uma análise sensorial, 4 amostras não conformes (Casal da Memória, Marca Guia, Serrata e Vida Celeiro), ou seja, que pertencem à denominação “virgem”. O anunciado no rótulo nem sempre garante a idoneidade do conteúdo. É uma questão que se reflete na qualidade e no preço do azeite. Já informámos a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, também atenta a este setor, dos nossos resultados. 

Veja, no vídeo, as conclusões do nosso estudo e a opinião de especialistas.

Tal como menciona o regulamento, de 1991, o azeite virgem extra é “de qualidade superior com sabor e cheiro intensos a azeitona sã. Não apresenta nenhum defeito organolético”. Além disso, a acidez é igual ou inferior a 0,8 por cento. Já ao virgem é atribuída uma “boa qualidade” e a acidez pode ir até aos 2 por cento. 

A degustação é um critério essencial na definição da qualidade de um azeite virgem extra e um parâmetro a considerar desde a extração até ao engarrafamento. Aliás, no azeite, o teste organolético é obrigatório. Os consumidores estão a pagar mais por produtos rotulados como azeite “virgem extra”, mas que são apenas “virgem”. As diferenças de preço, dentro da mesma marca, podem variar, por litro, entre 50 cêntimos e 1,80 euros. 

As denominações continuam a gerar incongruências no azeite virgem extra. Trata-se de um produto, entre outros, que tem requisitos organoléticos, definidos na lei europeia, a confirmar por um painel de peritos.

É necessário um maior cuidado antes de proceder ao embalamento deste produto, ou seja, ter a certeza de que se trata de um azeite virgem extra que se manterá com qualidade ao longo do tempo. Também é preciso maior cuidado com a qualidade das azeitonas selecionadas.

Azeite sem fraude
As análises que realizámos descartaram a hipótese de fraude: todas as amostras eram genuínas. Uma evolução face ao teste anterior, no qual detetámos uma marca que misturou outros óleos vegetais refinados que não o originário da azeitona.

O azeite é a única gordura que pode ser consumida diretamente após a extração, de forma natural, bem como a principal gordura utilizada na chamada dieta mediterrânica portuguesa, recentemente classificada pela Unesco como património imaterial da humanidade. Guarde o azeite em garrafas de vidro escuro, para evitar o contacto com a luz, em local seco e fresco, protegido da luz e do calor. As garrafas de plástico não se recomendam, para prevenir a migração de componentes para o azeite. Feche bem a garrafa após usar e mantenha-a longe de cheiros intensos. 


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