Notícias

Azeite: conservar bem e eleger lojas de confiança

06 março 2015

06 março 2015

O III Encontro Ibérico do Azeite, em Abrantes, reúne dezenas de especialistas, produtores, fiscalizadores e consumidores a cada dois anos. Dulce Ricardo, nossa técnica alimentar, colocou a tónica do discurso no consumidor.

No III Encontro Ibérico do Azeite, a 27 de fevereiro último, Dulce Ricardo defendeu que, para se precaver, o consumidor deve optar por “lojas de confiança, ler atentamente os avisos, denunciar o problema de segurança de um produto ao fabricante ou ao revendedor ou ainda contactar a autoridade pública competente.” Perante uma plateia interessada, esclareceu a forma como realizámos os nossos estudos: “A DECO PROTESTE trabalha com laboratórios independentes e com experiência nos diversos produtos que testamos. Antes da publicação dos artigos, os resultados são enviados aos fabricantes. Adicionalmente, os laboratórios também procedem, em caso de não conformidades, à confirmação dos resultados obtidos, evitando-se assim erros de avaliação.”
Dulce Ricardo, nossa técnica alimentar, esclareceu a forma como realizamos os nossos estudos: “trabalhamos com laboratórios independentes”.
Dulce Ricardo, nossa técnica alimentar, esclareceu a forma como realizamos os nossos estudos: “trabalhamos com laboratórios independentes”.
Centrando-se nos testes ao azeite, a nossa técnica alimentar enquadrou o tema da desclassificação: “a análise sensorial, obrigatória, deteta azeites não conformes, sendo um critério essencial na definição da qualidade de um azeite virgem extra e um parâmetro a considerar, desde a extração até ao engarrafamento.” Dulce Ricardo defendeu ainda a implementação de melhorias nos rótulos, que, regra geral, se limitam a cumprir a legislação: “informação nutricional detalhada, menção da variedade de azeitona, conselhos sobre o melhor uso do azeite e data de embalamento ou produção”, entre outros.

Temperaturas elevadas das montras podem alterar qualidade
“Não se deve fazer montras com produtos que se degradam pela luz e pela temperatura. Uma montra virada ao sol no verão, ou com holofotes muito fortes, não é adequada para expor azeite ou vinho. A intenção é boa, porque o comerciante quer destacar o produto, mas, por outro lado, também degradam muito rapidamente o produto”, alerta Mariana Matos, da Casa do Azeite, organismo que apoia produtores e embaladores, e que moderou um dos painéis do III Encontro Ibérico do Azeite. “ As garrafas de azeite devem estar ao abrigo da luz e do calor. Isto aplica-se ao longo da distribuição. Numa loja de grande rotação de produtos põe-se menos esse problema, pois o produto ter uma rotação grande. Mas quando são produtos mais caros, que podem estar mais tempo nas lojas, esta questão é muito pertinente. Deve haver um grande cuidado para os produtos não se degradarem”, reforça esta responsável. 
Mariana Matos, da Casa do Azeite, alerta para as condições em que o azeite é exposto nas montras.
Mariana Matos, da Casa do Azeite, alerta para as condições em que o azeite é exposto nas montras.
As embalagens também exercem a sua influência, sobretudo o facto de serem escuras ou transparentes. O vidro escuro preserva dos raios ultravioleta e impede a degradação pela luz. Muitas marcas já optaram por vidros escuros ou por acondicionar as garrafas em embalagens de cartão. Mas um fator pesa ainda na opção pela embalagem transparente. Mariana Matos explica: “o consumidor ainda gosta de ver a cor do azeite. Esse é outro passo que temos de dar, porque a cor do azeite não está relacionada com a sua qualidade, tem a ver com outros fatores. Há marcas que não optam pelo vidro escuro porque os seus consumidores estão habituados a ver a cor do azeite.” 

Principais conclusões do estudo ao azeite virgem extra


Imprimir Enviar por e-mail