Dicas

Como escolher e usar mel

O mel é um alimento rico, com muitas propriedades, usado para adoçar, cozinhar ou tratar. Ajudamos a escolher e a tirar o melhor partido.

  • Dossiê técnico
  • Sofia Mendonça
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
17 novembro 2020
  • Dossiê técnico
  • Sofia Mendonça
  • Texto
  • Sofia Frazoa e Filipa Nunes
Frascos de mel

iStock

Existem muitas variedades de mel com cores e consistências diferentes, de quase transparente a quase preto e de muito líquido a quase sólido. O mel de mil flores é composto pelo néctar de duas ou mais espécies de plantas, sem que uma prevaleça sobre as outras. Nas prateleiras vai encontrar outras variedades monoflorais: alecrim, flor de laranjeira e mel de eucalipto.

Graças à sua composição, o mel tem um poder adoçante maior do que o açúcar branco. Com uma quantidade menor, fornece a mesma doçura e tem menos calorias (cerca de 300 kcal por 100 g), o que o torna uma alternativa ao açúcar.

Apesar de todas as propriedades e de também ser usado na culinária e para tratar tosse e dores de garganta, o mel não é um alimento milagroso. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) não permite que se mencione, no rótulo, propriedades para a saúde relacionadas com o mel. Também não permite que o mel contenha substâncias extra: tem de ser sem aditivos ou outros produtos químicos adicionados, como antibióticos.

O mel pode conter esporos de Clostridium botulinum, o que pode causar infeções graves em recém-nascidos. Por essa razão, não é aconselhável dar mel a crianças com menos de um ano de idade.

A origem do mel é importante

A indicação do país ou países de origem em que o mel foi colhido deve constar na rotulagem:

  • “Mel de Portugal” “Origem Portugal”;
  • “Mistura de méis UE” - mel originário de um ou vários Estados-membros;
  • “Misturas de méis não UE” – mel originário de um ou mais país(es) terceiro(s);
  • “Mistura de méis UE e não UE” - mel originário de Estados-membros e país(es) terceiro(s).

Existem, ainda, méis com denominação de origem protegida (DOP), por exemplo, méis cuja produção, transformação e elaboração ocorrem numa área geográfica delimitada e segundo um”saber fazer” reconhecido e verificado:

  • Mel da Serra da Lousã;
  • Mel da Serra de Monchique;
  • Mel da Terra Quente;
  • Mel das Terras Altas do Minho;
  • Mel de Barroso;
  • Mel do Alentejo;
  • Mel do Parque de Montesinho;
  • Mel do Ribatejo Norte;
  • Mel dos Açores.

Se a questão ambiental é uma preocupação, é possível optar por mel biológico. 

3 dicas para tirar o melhor partido do mel

1. Comprar a quantidade certa

O mel estraga-se com o tempo, sobretudo o que não foi filtrado ou pasteurizado, como o mel com selo de qualidade. Por isso, não vale a pena comprar um frasco grande só para armazenar na despensa. O melhor é comprar apenas o mel que vai consumir.

2. Conservar num local adequado

Deve conservar o mel num local fresco e resguardado da luz. Caso veja que o mel cristaliza, ou seja, que acumula um depósito de açúcar no fundo do frasco (um processo normal no mel), aqueça-o um pouco em banho-maria. 

3. Saber que uso dar

Antes de comprar um frasco de mel, é importante saber o uso que lhe vai dar. O mel não serve apenas como adoçante. Também é possível usá-lo para dar um toque especial às saladas ou a pratos de carne, por exemplo. Outro uso possível é com queijos frescos ou curados. Para culinária, é recomendável escolher um mel monofloral que possa ser usado com os diferentes aromas.

Cuidar das abelhas

As abelhas não produzem apenas mel. Também desempenham um papel importante na polinização das culturas. Na União Europeia, 84 % das culturas dependem da polinização, o que levou a Comissão Europeia a desenvolver uma estratégia para garantir a saúde das abelhas. Existem vários fatores que contribuem para a redução das populações de abelhas. Um deles pode ser o uso de pesticidas, que levou a EFSA a publicar diretrizes sobre a avaliação dos riscos potenciais de pesticidas para as abelhas. Outro é a dizimação pela vespa asiática. 

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