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Cerveja: como escolher, servir e conservar

31 julho 2019
cervejas

31 julho 2019
Esqueça o mito da barriga de cerveja. Mas lembre-se de moderar no consumo. Saiba como servir e provar como um especialista.

Servir e provar como especialistas

Há certos cuidados para apreciar o sabor e o aroma da cerveja. A temperatura deve ser a correta, a espuma abundante e cremosa e o líquido límpido e suavemente borbulhante.

Copo limpo e fino é o ideal para cerveja

Os restos de gordura dentro do copo impedem a estabilidade da espuma. Por isso, o copo tem de estar muito limpo. Lave em água com sabão neutro, enxague muito bem e deixe secar naturalmente. Não use qualquer tipo de pano para secar.

Os copos mais recomendados são os de vidro ou de cristal de espessura fina. Um estudo da Universidade de Louvain, na Bélgica, considerou que o aspeto mais importante da cerveja é o colarinho, ou seja, a espuma que fica no topo. Uma cerveja sem colarinho perde rapidamente o aroma. Daí a importância do copo correto. O mais indicado para degustação é o tulipa. Como tem o bordo estreito, a temperatura da cerveja fica mais estável e fresca por mais tempo.

O copo tulipa é o mais adequado para beber cerveja, pois o bordo estreito conserva o colarinho, ou seja, a espuma no topo, e a temperatura.
O copo tulipa é o mais adequado para beber cerveja, pois o bordo estreito conserva o colarinho, ou seja, a espuma no topo, e a temperatura.

Veja os rótulos, pois algumas marcas indicam o copo ideal para o tipo de cerveja que vai beber, como caneca, copos cilíndricos, o copo habitual das nossas imperiais, goblet, etc. Algumas cervejas podem ser servidas em mais do que um tipo de copo.

Temperatura não deve ser gelada

Não há nada como uma cerveja bem gelada... Mas não exagere! Se estiver fria demais, torna-se difícil apreciar corretamente o seu aroma e sabor, pois há maior perda de sensibilidade dos órgãos sensoriais.

Também é verdade que cerveja quente não é tão agradável. As temperaturas ideais são entre 5 a 7ºC para as cervejas de fermentação baixa, as mais comuns em Portugal. As cervejas de fermentação alta ou especiais devem ser servidas entre 10 a 12ºC.

Servir em 4 passos

Incline um pouco o copo, verta a cerveja com lentidão sobre o bordo, sem formar espuma. Com o copo meio cheio, endireite-o bruscamente e afaste-o de forma progressiva da garrafa, lata ou torneira.

Não é preciso ser um especialista para beber uma cerveja com prazer. Mas se quer aperfeiçoar a prova, saiba o que avaliar.

Exame visual à cerveja

Transparência: a cerveja deve ser transparente. Normalmente, as cervejas são claras e cristalinas à temperatura ambiente. Quando estão muito geladas, podem tornar-se turvas.

Gás: uma cerveja deve apresentar gás carbónico observável no copo.

Cor: a cor clara ou escura está relacionada com os maltes e a fermentação.

Espuma: é uma característica típica e muito apreciada. Deve ter uma espessura adequada, cerca de 1 centímetro, que evita a oxidação do líquido enquanto bebe, mantendo o sabor por mais tempo.

Exame olfativo

Aroma: o malte contribui para muitos dos aromas da cerveja. Podem ser adocicados, torrados, achocolatados ou relacionados com café. Nas cervejas fortes, de tipo ale, predominam os aromas frutados (maçã, banana ou pera).

Bouquet: o conjunto de sensações olfativas despertadas pela cerveja pode ser descrito como floral, forte, apimentado, entre ouros.

Odores: cheiros ácidos, avinagrados, que lembrem lixo ou papelão molhado podem ser provocados por problemas na embalagem, no armazenamento, na higiene, relacionados com a oxidação ou o efeito da luz.

Exame gustativo

É possível distinguir 4 paladares na cerveja:

  • amargo, associado ao lúpulo, aos taninos, ao malte torrado e aos sais minerais;
  • doce, relacionado principalmente com o malte, o ingrediente de maior influência na cerveja;
  • ácido, proveniente do gás carbónico dissolvido dentro da cerveja;
  • salgado: resulta da presença de sais minerais, como cálcio, magnésio ou sódio.