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Emagrecer: 10 mandamentos para uma elegância a longo prazo

24 julho 2014

A maioria dos inquiridos do nosso estudo sobre a obesidade admite que já fez dieta, mas recuperou o peso perdido. Saiba o que correu mal e como mudar de hábitos para alcançar resultados duradouros.

Resultados do nosso estudo

Depois de um estudo realizado em 2001, quisemos avaliar a atual qualidade de vida associada ao excesso de peso, as perceções individuais sobre o problema e as medidas para combatê-lo. Entre setembro e dezembro de 2013, realizámos um inquérito em Portugal, na Bélgica, em Espanha, em Itália e no Brasil, com amostragem aleatória e estratificada por sexo, grupos etários quinquenais (entre 18 e 64 anos), regiões NUTS II e nível educacional. No total, participaram 11 616 pessoas, das quais 1 799 em Portugal.

Os resultados mostraram que mais de metade dos inquiridos está acima do peso (52%). Uma situação que não preocupa a todos: 63% reconheceram o problema, mas apenas 28% assumiram estar insatisfeitos com o seu corpo. Ainda assim, 54% estão a tentar emagrecer.

55% dos participantes admitiram que a principal razão para o peso a mais é a falta de exercício físico, seguida pelo comportamento alimentar, com 48% dos votos.

Ao analisarmos a média de quilos perdidos nos diferentes métodos para emagrecer, verificamos que, em termos percentuais, o aumento do exercício contribuiu para a eliminação de 26% do peso em excesso. Quando a atividade física foi acompanhada de um regime alimentar personalizado, os resultados subiram até aos 40 por cento.

Os participantes do estudo estão cientes de que a falta de exercício físico e o comportamento alimentar são as principais razões para os quilos a mais.
Os participantes do estudo estão cientes de que a falta de exercício físico e o comportamento alimentar são as principais razões para os quilos a mais.

Quilos voltam depois da dieta
A esmagadora maioria dos participantes (92%) admitiu já ter tentado controlar ou perder peso. Ao tomar a decisão, 40% avançaram por conta própria. Apenas 1 em cada 5 optou pelo acompanhamento de um nutricionista.

Mas apesar dos esforços, manter a boa forma parece sol de pouca dura. Após a dieta, 42% dos participantes ganharam alguns quilos (porém continuam a pesar menos), 28% voltaram ao peso anterior e 16% ultrapassaram-no. Apenas 14% conseguiram conservar a boa forma.

Obesidade e doenças de mãos dadas
O predomínio de doenças crónicas mostrou-se maior em 43% dos inquiridos com pré-obesidade e em 55% dos que tinham obesidade. Nos participantes com peso normal, o valor foi mais baixo: 34 por cento.

Também identificámos no nosso estudo problemas relacionados com a ansiedade e a depressão. À pergunta "No geral, como descreve o seu atual estado emocional?", 64,5% dos entrevistados com obesidade e 14,1% com pré-obesidade responderam "Muito mau. Mal consigo lidar com as coisas". Só 6,6% dos obesos e 25,8% dos pré-obesos optaram pela resposta "Muito bom. A vida corre basicamente como eu gostaria".

Muita informação, pouca prática
Em 2001, 55% dos homens e 60% das mulheres que participaram no nosso imquérito afirmaram sentir a necessidade de perder peso. Os números aumentaram para 62% e 63%, respetivamente, no estudo de 2013. 

Mas se avaliarmos o cenário global, concluímos que não é por estarem mais conscientes sobre o excesso de peso que os portugueses estão a adotar soluções práticas para ultrapassar o problema. É preciso investir na divulgação de respostas efetivas e duradouras, que permitam alterar a situação a longo prazo.