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Dieta sem glúten para doença celíaca

26 abril 2018
Dieta sem glúten para doença celíaca

26 abril 2018
A dieta sem glúten é o único tratamento eficaz para celíacos. Ainda não é possível indicar os efeitos desta dieta em quem não tem a doença, mas há dados que sugerem que faz mais mal do que bem.

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O único tratamento para celíacos é a dieta isenta de glúten, que implica excluir da alimentação os cereais proibidos e todos os seus derivados. A dieta deverá ser rigorosa, sem comprometer o equilíbrio nutricional. Quando comprar produtos processados, consulte o rótulo e tenha em conta a lista de alimentos que podem representar perigo.

As dietas sem glúten, por vezes, são recomendadas e seguidas por pessoas que não sofrem de doença celíaca, com o intuito de emagrecer ou de prevenir doenças do coração. Atenção: pode ser má ideia.

Sintomas na criança e no adulto

As manifestações clínicas da doença variam com a idade, o grau de sensibilidade e a quantidade de glúten (proteína encontrada nos cereais como o trigo, centeio e cevada) ingerida. Na infância, por exemplo, apresenta sintomas essencialmente gastrointestinais:

  • diarreia crónica ou obstipação;
  • fezes "gordurosas" (devido à má absorção), fétidas, volumosas e pouco consistentes;
  • flatulência;
  • distensão e cólicas abdominais;
  • vómitos;
  • diminuição de apetite;
  • atraso no crescimento;
  • perda de peso;
  • alterações de humor, como aumento da irritabilidade.

Nos adultos, a doença exibe sinais menos específicos.

  • obstipação ou diarreia;
  • cansaço crónico;
  • problemas na pele (dermatite herpetiforme);
  • alterações na tiroide;
  • dores e debilidade óssea;
  • cãibras;
  • artrite;
  • alterações no funcionamento do fígado;
  • anemia por carência de ferro;
  • aftas recorrentes;
  • alterações no ciclo menstrual;
  • infertilidade e abortos recorrentes;
  • alterações do comportamento (depressão, irritabilidade);
  • enfraquecimento do esmalte dentário.

Como se faz o diagnóstico

O diagnóstico da doença celíaca baseia-se em análises sanguíneas, que incluem marcadores genéticos (HLADQ2 e DQ8) e testes de anticorpos (tTG IgA, péptido gliadina desaminada IgG). Segue-se a endoscopia digestiva alta e a biopsia do intestino delgado.

As análises ao sangue permitem identificar os casos. Depois, será necessário efetuar uma biopsia para confirmar o diagnóstico. Estes exames devem ser realizados antes do doente alterar a sua dieta, para que possam fornecer resultados fidedignos.


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