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Dietas: descubra o que escondem de A a Z

18 junho 2019
emagrecer

18 junho 2019

Muitos regimes prometem um emagrecimento rápido e sem esforço, mas alguns são perigosos para a saúde. Conheça o que está por trás de algumas dietas da moda.

G-J

Grupo sanguíneo

A dieta do grupo sanguíneo (ou do Dr. D‘Adamo) recomenda que a alimentação seja definida em função do grupo sanguíneo da pessoa: A, B, AB ou O.

Mas não há um argumento científico que justifique esta premissa. É um regime desequilibrado e desaconselhado. Se for seguido por muito tempo pode levar a carências.

Hiperproteica

Também conhecida como dieta proteica, baseia-se no consumo quase exclusivo de proteínas. A ideia é limitar ao máximo a ingestão de gorduras e de hidratos de carbono para que o organismo queime as reservas. Este processo chama-se cetose e tem a vantagem de fazer desaparecer a sensação de fome.

Mas o regime não está isento de riscos. É indispensável tomar um suplemento de vitaminas e de minerais. Há contraindicações para pessoas com insuficiência cardíaca. Além disso, não corrige os maus hábitos alimentares. Por isso, os quilos que perde rapidamente podem regressar logo que volte à alimentação normal. É uma dieta a evitar.

Jejum absoluto

Infelizmente, esta prática tem sempre um franco sucesso. Consiste em não ingerir qualquer alimento e apenas beber água. Os jejuns prolongados, ou seja, mais de três dias, são muito perigosos. Após um ou dois dias, verifica-se efetivamente uma rápida perda de peso, muitas vezes acompanhada de anemias e de uma importante destruição muscular (incluindo o coração, que é um músculo).

De regresso a uma alimentação normal, o organismo começa a armazenar grandes quantidades de gordura, antecipando uma nova dieta. Por conseguinte, para continuar a emagrecer, torna-se necessário impor dietas excessivamente rigorosas e prolongadas. As dietas mais curtas, de um dia por semana ou por mês, são menos perigosas.

Em contrapartida, deixar de comer uma refeição em duas tem, surpreendentemente, o efeito inverso: engorda. A sensação de fome aumenta quando se salta uma refeição e, portanto, corre-se o risco de que a seguinte se transforme numa verdadeira vingança. O excedente calórico absorvido neste único repasto é armazenado sob a forma de gordura, graças à poupança calórica do trabalho digestivo da refeição que não foi consumida. Para evitar esta situação, recomendam-se várias refeições ligeiras.

Jejum de poupança proteica

Além do jejum absoluto, existe o jejum modificado ou de poupança proteica. Este baseia-se no corte total das gorduras e dos hidratos de carbono e na ingestão de uma quantidade bem definida de proteínas indispensáveis. A primeira proposta conhecida deste tipo de jejum recomendava entre 400 e 700 quilocalorias por dia, provenientes de carne magra, de aves ou de peixe. Mais tarde, um osteopata americano cria uma solução artificial de proteínas. Desde então, foi lançada uma infinidade de produtos sintéticos, mais ou menos idênticos, que atingem volumes de vendas prodigiosos. Isto, apesar dos graves acidentes de percurso.

Os promotores deste regime defendem a utilização da caseína de leite, à qual se adicionam água e vitaminas se a cura for prolongada. Tem o inconveniente de, após alguns dias, se notar uma perda do sabor. Em última instância, sentem-se náuseas só de ver ou cheirar o leite.

Esta dieta pode ter resultados rápidos, mas, logo que se para, os quilos regressam em força. Em acréscimo, acarreta graves riscos de desnutrição e exige, além de suplementos vitamínicos e minerais, uma séria vigilância médica. Tal como o jejum estrito ou o regime hiperproteico, só é indicada em casos de obesidade grave. A chamada “cura de jejum proteico compensada ou modificada” é menos traumatizante. Embora seja constituída maioritariamente por proteínas, faz-se acompanhar por pequenas quantidades de hidratos de carbono e de gorduras.

Tal como o jejum absoluto, requer um controlo médico.