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Dietas: descubra o que escondem de A a Z

18 junho 2019
emagrecer

18 junho 2019

Muitos regimes prometem um emagrecimento rápido e sem esforço, mas alguns são perigosos para a saúde. Conheça o que está por trás de algumas dietas da moda.

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Emagrecimento localizado

São dietas que prometem emagrecer uma zona específica do corpo (nádegas, coxas ou barriga) graças à ingestão de determinados alimentos.

Segundo os seus defensores, numa alimentação com limitação calórica o organismo vai buscar energia às suas reservas, situadas em depósitos de gordura. Normalmente esses reservatórios estão nas nádegas, nas coxas e na barriga. Não é à toa que essas áreas são o pesadelo de quem quer emagrecer.

A cintura e a barriga são as zonas onde o organismo mais facilmente assimila energia. Só depois recorre à gordura mais estável que, no caso das mulheres, está nas ancas, nas coxas e na região glútea.

Mas a distribuição da gordura depende de vários fatores, como a constituição hormonal. No caso das mulheres tem influência, por exemplo, estar ou não no período da menopausa ou ter problemas nos ovários.

Não há dietas que se dirijam a uma parte específica do corpo. O exercício localizado é a melhor solução porque reforça os músculos, logo, o corpo ganha mais definição.

Excessivamente hipocalórica (ou muito restritiva) 

Propõe uma ingestão calórica muito reduzida, entre 600 a 900 quilocalorias por dia. É o caso dos regimes à base de um alimento, como a dieta do iogurte, do morango, da maçã ou da salada, que prometem fazer perder “x quilos numa semana” ou “até ao verão”.

Os defensores desta alimentação argumentam que a restrição calórica leva o organismo a usar as reservas de gordura. O emagrecimento é certo. Mas se esse corte for abrupto, primeiro o corpo vai buscar a energia aos músculos e só depois chega às gorduras. Este processo provoca atrofia muscular, faz o organismo produzir acetona e eleva a quantidade de ácido úrico. A transformação é acompanhada de desidratação. A balança pode mostrar que está a perder peso, mas o emagrecimento não é feito à custa da gordura.

Num regime saudável, recomenda-se que as mulheres ingiram pelo menos 1200 quilocalorias por dia, e os homens 1500. São valores muito acima dos defendidos pelas dietas hipocalóricas, que são desaconselhadas.