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Dietas: descubra o que escondem de A a Z

18 junho 2019
emagrecer

18 junho 2019

Muitos regimes prometem um emagrecimento rápido e sem esforço, mas alguns são perigosos para a saúde. Conheça o que está por trás de algumas dietas da moda.

C-D

Dissociada

Na dieta dissociada pode comer de tudo, mas não ao mesmo tempo. Os seus defensores afirmam que, se espaçar o tempo entre uma refeição com proteínas e outra com hidratos de carbono, consegue perder 1 quilo por semana. As gorduras, as ervas aromáticas e os vegetais pertencem a um grupo neutro, pelo que podem ser combinados com os outros alimentos.

Mas a eficácia desta dieta é discutível. O nosso organismo precisa em simultâneo dos macronutrientes (proteínas, gorduras e hidratos de carbono) e dos micronutrientes (vitaminas e sais minerais). O regime baseia-se na falsa teoria de que os alimentos engordam quando se realizam determinadas combinações, por exemplo, gorduras e hidratos de carbono (é o caso das batatas fritas) ou proteína e hidratos de carbono (como o queijo e o pão), independentemente do aporte calórico.

Dukan

A dieta do nutricionista francês Pierre Dukan tem 4 fases. Durante a primeira, pode comer apenas alimentos proteicos (carne de vaca, peixe e marisco). Na segunda, os legumes são adicionados às refeições. A terceira fase é a da consolidação do peso perdido. São reintroduzidos alguns alimentos excluídos, como o pão, os queijos, as massas, o arroz, a fruta e a batata. A quarta fase é a da estabilização. Pode voltar a fazer uma alimentação normal desde que siga 3 regras obrigatórias: repetir 1 vez por semana a ementa da fase 1 (comer só proteínas); ingerir diariamente 3 colheres de sopa de farelo de aveia e andar 20 minutos por dia.

Esta dieta promete um emagrecimento dramático e duradouro. Tem vindo a ganhar adeptos devido a uma forte estratégia de marketing, apoiada pelo lançamento de vários livros da autoria de Pierre Dukan.

Mas a Agência de Segurança Alimentar e Nutrição francesa já alertou para os efeitos nocivos deste regime desequilibrado. Chegou mesmo a associá-lo ao possível desenvolvimento de doenças cancerígenas e cardiovasculares a longo prazo. São mais os riscos do que as vantagens num processo de emagrecimento rápido:

  • além de gordura, perde muita massa muscular e, com ela, força e saúde;
  • após uma privação severa, o organismo reage, assimilando melhor as calorias. O corpo usa a breve pausa concedida para reconquistar as reservas perdidas. Nessa fase, corre o risco de recuperar os quilos perdidos e ficar com mais peso do que antes;
  • como há uma grande perda de água, o fígado e os rins são obrigados a trabalhar intensamente para eliminar os resíduos;
  • o fígado passa a produzir maiores quantidades de corpos cetónicos. Estes são compostos químicos que, a partir de certos níveis, tornam-se tóxicos para as células nervosas;
  • a falta de fibras, de vitaminas e de minerais pode provocar prisão de ventre;
  • a falta de açúcares potencia o surgimento de cãibras musculares e de fadiga;
  • o próprio Pierre Dukan admite que a dieta tem efeitos secundários, como o mau hálito e a sensação geral de cansaço.

A exclusão dos hidratos de carbono provoca, primeiro, uma grande perda de água e depois de massa muscular. Só na fase final é eliminada a gordura. É um regime desaconselhado por ser restritivo e ter efeitos indesejáveis.

Drenantes

Os drenantes ou diuréticos diminuem o peso à custa da perda de água e não da massa gorda. Normalmente, são feitos à base de chicória, pés-de-cereja, alcachofra, dente-de-leão ou oliveira. Os laxantes também são de evitar porque não eliminam a gordura. Não deve tomar estes produtos sem prescrição médica.

Esteja ainda atento às substâncias que prometem efeitos desintoxicantes através da ação de extratos de plantas, como a urtiga-branca e o funcho. Regra geral, não são indicadas as toxinas que prometem eliminar.