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Dietas: descubra o que escondem de A a Z

18 junho 2019
emagrecer

18 junho 2019

Muitos regimes prometem um emagrecimento rápido e sem esforço, mas alguns são perigosos para a saúde. Conheça o que está por trás de algumas dietas da moda.

A-B

Alcalina

A dieta alcalina é baseada na ideia de que a alimentação influencia o pH do sangue. A teoria é de que a acidificação excessiva do sangue pode levar ao aumento de peso e está, inclusivamente, relacionada com o aparecimento de doenças. 

Esta dieta envolve reduzir a ingestão de alimentos como a carne, ovos, trigo, açúcar refinado, laticínios, cafeína, álcool e alimentos processados e privilegiar os chamados "alimentos alcalinos”, que reduzem os níveis de acidez do corpo. Isso significa ingerir, por exemplo, fruta e legumes em abundância.

Não há evidência científica de que a alimentação altere os níveis de pH do sangue (mantidos constantes por outros mecanismos).

Qualquer perda de peso que possa ocorrer é provavelmente devido ao maior cuidado com a alimentação, nomeadamente a maior ingestão de fruta e legumes e redução no consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em gordura, açúcar e calorias em geral. Além disso, ao limitar a variedade de alimentos, a longo prazo há um risco de aparecimento de deficiências nutricionais. 

Atkins

Na dieta de Atkins (ou regime baixo em hidratos de carbono) ficam de fora o pão, a massa, os legumes, a fruta, o arroz e alguns laticínios (como o leite e o queijo fresco). Pode comer duas saladas pequenas por dia, queijos curados, proteínas e gorduras à vontade (incluindo os enchidos, as carnes e os molhos). Para beber, apenas são permitidas a água e as bebidas sem açúcar.

Na segunda semana, os hidratos de carbono voltam às refeições, primeiro em quantidades pequenas, que aumentam gradualmente. Mas as calorias diárias associadas à ingestão desse grupo de alimentos não podem ultrapassar os 10% do total energético, muito aquém do recomendável (que varia entre 45 e 60 por cento). De resto, 30% das calorias devem provir das proteínas e 60% das gorduras.

Numa fase inicial, consegue perder peso rapidamente com esta dieta. Mas é perigosa, principalmente para o sistema cardiovascular. O organismo elimina sobretudo músculo e líquidos. Por outro lado, há um aumento da quantidade de lípidos no sangue. Trata-se de uma alimentação desequilibrada e não recomendada por:

  • agravar o risco de acidentes cardiovasculares e de hipoglicémia;
  • sobrecarregar o funcionamento do fígado e dos rins;
  • induzir a cetose, que é o processo de queima das reservas de gordura. Apesar de ser o efeito pretendido, leva à diminuição de apetite, que pode provocar náuseas, fadiga e apatia;
  • desencadear o consumo das reservas de glicogénio pela falta de açúcares e potenciar o aparecimento de cãibras;
  • poder causar prisão de ventre pela pouca ingestão de fibras;
  • maximizar a carência de vitaminas e de minerais.

Baixo índice glicémico

O conceito de índice glicémico (IG) foi desenvolvido em 1981 por David Jenkins, da Universidade de Toronto. O IG mede a capacidade que um dado alimento contendo hidratos de carbono tem de elevar o nível de glicose no sangue (glicemia), uma vez digerido.

A escala do índice glicémico tem como ponto de referência a glicose pura, a que se atribui o valor de 100 % (100 % de absorção intestinal). Em geral, consideram-se três classes de IG: baixo (IG<35), médio (35<IG<50) e alto (IG>50). Um IG alto provoca uma resposta glicémica alta. De acordo com esta dieta, ao consumir alimentos com um IG médio/baixo podem perder-se os quilos a mais. Nesta dieta é promovido o consumo de alimentos integrais, desaconselhando-se os alimentos que contêm hidratos de carbono refinados. Não existe, no entanto, validação pela comunidade científica.