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As excursões a preços especiais podem esconder práticas comerciais desleais e proibidas, revela a revista DINHEIRO & DIREITOS, num dossiê dedicado a quem viaja. DECO e consumidores reclamam mais supervisão.
Antes de embarcar num passeio a Badajoz, Fátima ou Santiago de Compostela, analise bem o roteiro. Muitas vezes, o preço baixo das viagens funciona como isco para vender produtos durante o percurso.
Se a viagem for anunciada como degustação de marisco e prova de vinhos, mas cada turista receber um pires de gambas e passar a maior parte do dia a ouvir virtudes do colchão ortopédico, existe prática comercial desleal e agressiva.
O mesmo pode acontecer nos discursos dirigidos a um público vulnerável, como idosos, levando-os a adquirir algo que não comprariam em condições normais. Segundo a DECO, compete à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica reforçar a fiscalização desta actividade.
“É urgente criar regras claras e transparentes para a publicidade. A referência à apresentação comercial deve ser bem visível e destacada no programa. Este deve ser pormenorizado, com horário e locais a visitar. A demonstração não pode representar, por exemplo, mais de 10% da duração total da viagem”, defende a associação, que já comunicou as reivindicações à Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor.
O dossiê sobre viagens, da DINHEIRO & DIREITOS, inclui ainda um estudo aos preços das viagens aéreas de 5 companhias e 2 agências. Principal conclusão: as lowcost continuam a pré-definir produtos ou serviços desnecessários, como seguros e bagagem adicional, que encarem a viagem. Nalguns casos, o preço anunciado é metade do final. Para evitar pagar a mais, pesquise a melhor oferta com antecedência e elimine os serviços que não fazem falta.
Portugal foi pioneiro a definir regras claras nos preços dos voos anunciados, mas estas podem ser melhoradas. O Governo está em falta desde Junho de 2008, por não divulgar os resultados da aplicação da lei sobre a publicidade a viagens aéreas. A Comissão Europeia aguarda um relatório de todos os Estados-membros. Para saber mais sobre cuidados e dicas para as férias, veja o dossiê actualizado no portal www.deco.proteste.pt/ferias.
| DINHEIRO & DIREITOS n.º 93, Maio de 2009 - págs. 9 a 15 |
23.04.2009
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