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Se vai de férias e não puder pagá-las a pronto, evite o crédito bancário: é caro, sobretudo para quem precisa de pequenos montantes. Segundo a edição de Julho da DINHEIRO & DIREITOS, as agências de viagens podem oferecer condições mais vantajosas, pois algumas não cobram juros.
Para partir de férias descansado e regressar sem dívidas, o ideal é pagar as despesas a pronto. Mas nem sempre é possível. Quando o orçamento familiar não chega para tudo, o crédito pode ser a única alternativa.
Crédito pessoal é caro
A revista da DECO PROTESTE aconselha a visitar primeiro as agências, pois geralmente oferecem melhores condições do que os bancos. O crédito pessoal bancário tem custos de processo elevados, que encarecem demasiado os empréstimos, e só se diluem em montantes e prazos alargados.
A agência de viagens Abreu não cobra juros nem custos de processo para empréstimos até 7500 euros, por 5 meses. Mesmo assim, convém “verificar se não estará a pagar uma viagem que, à partida, é mais cara e comparar o preço em várias agências, aproveitando as eventuais promoções”, alerta a edição de Julho daquela revista.
Para montantes ou prazos superiores, a alternativa é a Halcon. Segundo a DINHEIRO & DIREITOS, esta agência cobra 2,11% por um empréstimo de 2000 euros, em 12 meses.
Se, nos balcões que visitar, não o informarem da taxa anual de encargos efectiva global (TAEG), pergunte qual é para comparar as diversas propostas.
Caso venha a arrepender-se da decisão, por lei, pode desistir do contrato de crédito até 7 dias úteis depois da assinatura. Dado que, muitas vezes, as agências introduzem uma cláusula ou uma minuta para o cliente renunciar a este prazo de reflexão, leia atentamente o contrato antes de assinar.
Caso não possa recorrer a uma agência, esta não tenha financiamento ou for muito caro, resta-lhe o crédito pessoal. De acordo com a DINHEIRO & DIREITOS, o mais barato é o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, com uma TAEG de 16,59% para um crédito de 2000 euros, a pagar em 12 meses. “Contudo, se tiver uma conta-ordenado ou um cartão de crédito com uma taxa inferior, opte um destes meios de pagamento”, acrescenta aquela revista dos consumidores.
Turistas mais protegidos
A partir deste Verão, os turistas estão também mais protegidos graças ao novo regulamento para viagens aéreas na União Europeia. Assim, se o seu voo atrasar ou for cancelado, pode receber uma indemnização mínima de 250 euros, ser reembolsado do bilhete e ter direito a uma viagem gratuita de regresso a casa ou até ao destino.
Se, ao chegar ao destino, verificar que lhe falta bagagem ou uma das malas foi destruída, a transportadora tem de indemnizá-lo até cerca de 1200 euros, desde que a tenha registado. Caso tenha declarado um valor superior no check-in , pode receber mais.
Para fazer valer os seus direitos, reclame junto da companhia aérea ou da agência de viagens, se recorreu a uma. Caso estas coloquem entraves, pode apresentar queixa a vários organismos, antes de avançar para o tribunal: Provedor do Cliente das Agências de Viagens e do Turismo (21 355 30 10), Direcção-Geral do Turismo (21 358 66 04), centros de arbitragem de conflitos de consumo, julgados de paz e, para problemas com transportadoras, o Instituto Nacional de Aviação Civil (21 842 35 00).
| DINHEIRO & DIREITOS n.º 70 – Julho/Agosto de 2005 – Páginas 22 a 26 |
21.06.2005
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