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Se vai de férias para um país que não usa o euro, como o Reino Unido ou os Estados Unidos, compre cá algumas divisas e pague o resto com cartão. Caso prefira um destino como o Brasil ou Marrocos, leve euros ou dólares e travellers cheques. Estas são as principais conclusões de um estudo sobre os meios de pagamento no estrangeiro, inserido num dossiê de férias, publicado na edição de Julho da DINHEIRO & DIREITOS.
Quando viajar, convém levar alguma moeda local para fazer face às pequenas despesas. De acordo com uma análise a 18 bancos e 11 agências de câmbio a operar em Portugal, estas últimas cobram menos comissões. Mas aquela revista dos consumidores deixa o alerta: “ Na escolha da agência, além das comissões, tenha em conta o câmbio diário ”.
Para quem quiser comprar divisas num banco, por ser mais prático, por exemplo, a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo é a que menos cobra nas transacções por débito em conta (€ 2,60). Se não tiver conta nesta instituição, é preferível comprar moeda no seu banco. As únicas excepções vão para os clientes do Finibanco e do Barclays. Nestes casos, mais vale dirigir-se a um balcão da Caixa Central de Crédito Agrícola (cobra € 5,20 a não clientes).
Para pagar despesas mais elevadas, como as refeições ou as diárias do hotel, o melhor amigo de um turista é o cartão de débito ou crédito. Se o destino for um dos 11 países que aderiram ao euro, não paga nada por utilizá-los. Exceptuam-se, tal como em Portugal, os pagamentos de combustível (à taxa de € 0,50) e os levantamentos de dinheiro com cartão de crédito (são de evitar, devido às comissões).
Num país não aderente ao euro, por cada pagamento com cartão, é cobrada uma comissão de 1,7 ou 2,7% sobre o valor da transacção (nalguns casos, acresce imposto de selo sobre a comissão). Por exemplo, a maioria dos bancos cobra cerca de € 17 a um turista que gaste mil euros (divididos em cinco pagamentos de € 200) com o seu cartão de débito no Reino Unido. A Caixa Geral de Depósitos só cobra € 2!
Se, durante as férias, precisar de levantar dinheiro, fica mais barato fazê-lo com um cartão de débito. Mas, se tiver mesmo de utilizar o cartão de crédito, prefira levantar dinheiro num caixa automático (por cinco levantamentos de € 200, paga-se até € 75,71, no Barclays) do que ao balcão de um banco (até € 80,91 no Deutsche Bank e Finibanco).
Nalgumas regiões de países menos desenvolvidos, sobretudo africanos, asiáticos ou sul-americanos, poderá não haver caixas automáticos. Nestes casos, os travellers cheques emitidos pelos bancos podem ser muito úteis. Das instituições contactadas, apenas o Banco Best, o Banco Português de Negócios, a Caixa Galicia e o Deutsche Bank afirmaram não emitir este meio de pagamento. Já o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria só emite cheques para quantias superiores a € 249,40.
A revista da DECO traça ainda o roteiro do turista não acidental:
- se viajar com bastante dinheiro ou travellers cheques, guarde-os nos cofres que a maioria dos hotéis disponibiliza;
- quanto aos cartões, também é necessário tomar algumas precauções. Não convém perdê-los de vista, para não serem “clonados”. Anote o número de contacto da entidade emissora e, em caso de roubo ou extravio, avise-a de imediato, bem como à autoridade local competente;
- em certas regiões menos desenvolvidas pode haver problemas com a utilização de cartões, pelo que é sempre aconselhável levar dinheiro no bolso. De preferência, euros ou dólares americanos, já que são moedas de troca corrente;
- por vezes, também convém levar travellers cheques, pois são bastante utilizados nos países onde os meios de pagamento informatizados ainda não estão muito desenvolvidos. Por uma questão de segurança, anote o número dos cheques emitidos e dê baixa dos usados. Caso perca algum, será mais fácil conseguir cancelá-lo a tempo. Além disso, convém assiná-lo apenas no acto do pagamento;
- antes da partida, sobretudo para um país mais exótico, informe-se junto de uma agência de viagens ou embaixada do país de acolhimento sobre o método mais usual de pagamento;
- se, num país não aderente ao euro, for preciso levantar dinheiro, tente, sempre que possível, utilizar o cartão de débito (de preferência, num caixa automático). Evitar fazer levantamentos com o cartão de crédito, e muito menos ao balcão do banco, pois as comissões são elevadas;
- para não sobrar muita moeda estrangeira, faça uma estimativa das despesas. Ao vendê-la, perde-se dinheiro (devido às comissões e à taxa de câmbio). É, pois, preferível gastar os pequenos montantes no aeroporto, antes do regresso, ou guardá-los para uma próxima viagem.
| Dinheiro & Direitos n.º 64 - Julho/Agosto de 2004 - pág. 9 a 11 |
24.06.2004
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