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Os consumidores têm motivos para se preocuparem e estarem descontentes com a qualidade da informação prestada. A DECO PROTESTE visitou 123 serviços de atendimento e concluiu que, perante questões genéricas sobre desemprego ou maternidade e paternidade, por exemplo, 85% não respondeu ou deu informação incompleta ou errada em, pelo menos, dois dos quatro cenários apresentados.
Apenas cinco serviços cumpriram os requisitos mínimos: serviços locais do Bombarral e da Marinha Grande (ambos no distrito de Leiria), Entroncamento (Santarém), Lagos e Silves (Faro). Se informar é um dever dos serviços públicos, é inadmissível que 23 se tenham recusado a responder-nos sem uma autorização expressa do interessado, quando não havia risco de violação de dados pessoais de terceiros ou quebra da confidencialidade.
A DECO já deu conhecimento destas conclusões ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, que tutela este organismo. Compete-lhe, agora, reformar os próprios serviços de atendimento, promovendo a formação dos funcionários, centrada na aquisição de competências técnicas e comportamentos adequados. Porque cada vez mais é importante “humanizar” os serviços públicos e aproximá-los do cidadão.
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