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Reduzir o preço dos genéricos e indicar na receita o valor que o doente economiza com a prescrição do medicamento mais barato são contributos do Ministério da Saúde.
Os genéricos, segundo aquela autoridade de saúde, vão baixar de preço. Este será calculado com base no valor das substâncias activas noutros países europeus, onde, em geral, são mais baratos. Com as duas substâncias que representam maior encargo, o Omeprazol e a Sinvastatina, o Estado estima poupar 9 milhões de euros, em 2010.
A medida terá impacto real se os médicos prescreverem os fármacos mais baratos. Para incentivar a prática, as receitas electrónicas do Serviço Nacional de Saúde passam a incluir automaticamente o valor que o doente pouparia se fosse receitado o medicamento com menor preço. Além de chamar a atenção dos profissionais para a quantia a pagar, esta informação dá oportunidade ao consumidor para discutir o assunto com o médico. Boa ideia seria também obrigar os profissionais a justificar, na receita, o facto de não autorizarem a substituição, por exemplo, por um medicamento mais barato.
A maioria das 10 medidas apresentadas no final de Maio são administrativas e de organização dos serviços: elaborar um guia de boas práticas contra desperdícios, reduzir os gastos dos vários gabinetes do Ministério da Saúde e partilhar serviços, como os de contabilidade e gestão de compras. Custa aos consumidores perceber porque só agora são vistas como necessárias para a gestão eficiente dos dinheiros públicos, dadas as dificuldades crónicas em financiar os cuidados de saúde.
Última atualização em junho de 2010
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