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Serviços de saúde avaliados pelos utentes

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma estrutura dinâmica. Mas as novidades dos serviços de saúde nem sempre são explicadas aos utentes.

Serviços de saúde avaliados pelos utentes

Os serviços de saúde são alvo de críticas e polémicas, sempre com destaque na comunicação social. Encerramento de maternidades, aumento das taxas moderadoras, privatização da gestão de unidades de cuidados de saúde são algumas mudanças que ocorreram nos serviços que prestam cuidados de saúde, mas que nem sempre são devidamente explicadas aos utentes.

Diagnóstico dos serviços de saúde
A Organização Mundial de Saúde aponta falhas aos serviços de saúde portugueses, ainda que reconheça melhorias nos cuidados prestados aos utentes. Entre os aspectos a melhorar estão:

  • deficiente distribuição de recursos, para os cuidados de saúde, entre as regiões;
  • necessidade de reduzir as listas de espera de intervenções cirúrgicas e eficiência algo fraca.

Com o nascimento do SNS, em 1979, o Estado passou a garantir a todos os cidadãos o direito a cuidados de saúde. Desde então, os indicadores de saúde dos portugueses evoluíram bastante, a ponto de, em alguns aspectos, como a mortalidade infantil, estarmos ao nível dos países mais evoluídos. Mas, se analisarmos dados de 2003 da Comissão Europeia sobre a percepção que os utentes têm dos seus serviços de saúde, os portugueses são os mais críticos. Enquanto que, numa Europa a 15, os irlandeses são os mais satisfeitos, com cerca de 86% dos utentes a considerarem muito bons os seus serviços de saúde, apenas cerca de 39% dos portugueses têm igual opinião sobre o SNS.

Um inquérito que publicámos em Dezembro de 2009 sobre a satisfação dos utentes com os serviços de saúde foi lapidar. Esperas intermináveis por consultas, falta de informação sobre as unidades de cuidados de saúde, horários e marcações, mau funcionamento dos serviços administrativos... a lista de queixas era extensa.

Serviços de saúde: o que os consumidores exigem
É cada vez mais importante uma gestão rigorosa das unidades de cuidados de saúde, com controlo dos custos, optimização dos recursos e adequação destes às necessidades.

Os consumidores exigem melhor integração dos serviços de saúde prestados. A questão das listas de espera debilita a cada dia que passa os já de si fracos níveis de satisfação dos utentes. Mas o Ministério da Saúde tem também de melhorar a informação sobre os serviços de saúde e divulgar periodicamente os indicadores de desempenho dos vários níveis de cuidados.

Para que as mudanças sejam aceites, o Governo tem de esclarecer os portugueses. Sem informação transparente, as reestruturações podem parecer ataques. E os utentes não devem sentir que o princípio da igualdade no acesso aos serviços de saúde é posto em causa.

 
 
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