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Metade das unidades de saúde nega consulta a jovens que procuram contracepção de emergência e a maioria das farmácias não segue as melhores práticas na dispensa do medicamento, revela um estudo em 118 locais da TESTE SAÚDE.
Jovens entre os 14 e os 18 anos fizeram visitas anónimas a 35 centros de saúde e unidades de saúde familiar (USF). “Em 19, barraram a entrada, quase sempre, por não estarem inscritas no local”, denuncia a DECO PROTESTE. Este é um atropelo claro à lei do planeamento familiar, que garante o acesso prioritário dos jovens às consultas em qualquer unidade.
Na USF de Mira Sintra, distrito de Lisboa, a colaboradora da DECO PROTESTE foi excluída da consulta por não se lembrar da data exacta da última menstruação.
Os centros de saúde de Paranhos e da Foz, no Porto, e a USF Porto Centro, na mesma cidade, cobraram € 3,70 por uma consulta que deve ser gratuita.
As 88 farmácias analisadas pela associação de consumidores venderam o medicamento, mas a maioria das utentes saiu sem informação: não alertaram para tomar o medicamento o mais rapidamente possível, no prazo de 72 horas, a fim de garantir maior eficácia. Os conselhos sobre prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis foram raros.
Dos 5 gabinetes do Instituto Português da Juventude visitados, as jovens só foram atendidas em Leiria. Em Coimbra, Faro e Porto não tinham quem prestasse o serviço, mas recomendaram locais adequados. Em Braga, não atenderam nem orientaram.
A DECO exige o respeito da lei pelas unidades do Serviço Nacional de Saúde. As farmácias devem aconselhar as jovens e encaminhar para consultas de planeamento familiar. Todos os profissionais têm responsabilidade de informar os jovens sobre sexualidade segura e métodos para prevenir a gravidez, sobretudo, quando estes procuram os serviços.
29.11.2010
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