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Apenas um terço dos hospitais avalia a nutrição dos doentes em internamento, concluiu a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), após um inquérito a 92 hospitais públicos.
O relatório de actividades de 2009 revela que metade das unidades não revê o plano alimentar dos pacientes internados desnutridos ou em risco de desnutrição, pelo menos, uma vez por semana.
A quantidade e variedade de alimentos ingeridos são também descuradas: só 28% avaliam as sobras nos tabuleiros de forma sistemática e anotam a informação no processo clínico.
A investigação visou avaliar os mecanismos adoptados pelos hospitais para adequarem a alimentação ao estado de cada doente e garantirem a sua nutrição. Apesar das falhas, o balanço é positivo: 92% cumpriram mais de metade dos critérios.
A IGAS registou ainda uma média de 3 nutricionistas ou dietistas por hospital. O Sul está melhor servido, com 1 profissional para 71 camas. No Norte e Centro, há um especialista por cada 100 camas.
Em 2007, um estudo publicado na Acta Médica Portuguesa já apontava para 29 a 47% de pacientes em risco de desnutrição no internamento. Os utentes reclamam mais atenção dos serviços hospitalares.
Última atualização em maio de 2010
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