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Quase metade dos europeus receia ser vítima de erros quando recorre a tratamentos. Portugal ocupa o sétimo lugar, em 27, na lista dos mais receosos, segundo o inquérito do Eurobarómetro.
Em cada 10 portugueses, 6 acreditam correr riscos nos serviços de saúde, em particular, de infecções hospitalares e falhas no diagnóstico. Mais apreensivos do que nós estão os franceses, búlgaros, polacos, letões, cipriotas e gregos. Os últimos lideram a lista, com cerca de 80% de temerosos. Os austríacos são os que mais confiam nos cuidados.
Dos portugueses inquiridos, 13% revelaram já ter sofrido, ou a alguém da família, “efeitos indesejáveis” quando receberam cuidados. Na Suécia, quase metade dos inquiridos revelaram “incidentes” destes.
A maioria não denuncia os problemas. Os poucos que o fazem dirigem-se, sobretudo, à direcção do hospital ou ao profissional implicado. Esperam uma investigação aprofundada, compensação financeira e punição do responsável.
O estudo incluiu 26 663 entrevistas nos 27 países da União Europeia (1009 portuguesas), em Setembro e Outubro de 2009, para captar a percepção dos utentes sobre a segurança de quem recorre a cuidados de saúde.
Em Junho de 2009, o Conselho Europeu publicou recomendações para fomentar a protecção dos pacientes. Mais e melhor notificação dos problemas, formação e treino dos profissionais, educação dos doentes e padronização das medidas de segurança são direcções apontadas no documento. A participação voluntária dos incidentes pelos técnicos de saúde, sem punição, permite conhecer os riscos com mais pormenor e apostar na prevenção eficaz.
Esperamos que os Estados-membros adoptem as recomendações do Conselho Europeu, para reduzir as falhas nos serviços. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças estima que 8 a 12% dos europeus sofrem “efeitos adversos” ao receber cuidados de saúde. Nos internamentos, 5% contraem infecções hospitalares, causadoras de 37 mil mortes por ano.
Última atualização em maio de 2010
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