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Alertas

Doar órgãos

Todos os portugueses são potenciais dadores, desde que seja decretada a morte cerebral num hospital e não haja doença infecto-contagiosa, tumor maligno ou lesão dos órgãos ou tecidos a transplantar.

Doar órgãos

A cada dia, morrem cerca de 12 europeus em listas de espera. A escassez de órgãos impôs uma decisão importante: à partida, todos somos potenciais dadores. Se quiser ser excepção à regra, tem de inscrever-se no Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA), disponível nos centros de saúde.

Bons candidatos

  • Quase todos os indivíduos são bons candidatos à doação. Excepções: portadores de VIH/sida, tumores ou infecções sistémicas. Também não há limites de idade. O estado dos órgãos é mais importante.
  • As colheitas são mais comuns em indivíduos a quem foi decretada morte cerebral, no geral, após uma hemorragia ou traumatismo craniano.
  • Os dadores em vida podem dispor de parte do fígado, pois este órgão tem capacidade para se regenerar. Também lhes é possível doar um rim, pulmão ou parte dos intestinos. Em circunstâncias especiais, podem ainda ceder o coração: se, devido a uma doença no pulmão, tiverem mais probabilidade de sobreviver no caso de receberem, além deste órgão, um novo coração. Outros tecidos possíveis de recolher em vida são o sangue (incluindo do cordão umbilical) e a medula óssea. Um organismo saudável pode substituí-los rapidamente.

Opção altruísta

  • Os critérios para determinar a morte cerebral são os da Ordem dos Médicos: entre outros, estado de coma sem resposta ao estímulo, respiração sustentada por máquinas e irreversibilidade da situação. Têm de manter-se, pelo menos, durante 6 horas no caso de adultos, 12 no de crianças com mais de 2 anos e 24 abaixo desta idade. Os médicos que declaram a morte (pelo menos, dois) não podem estar envolvidos no transplante.
  • Os dadores em vida estão impedidos de cobrar pelo gesto, embora a regra nem sempre se aplique noutros países. As despesas com a sua saúde, decorrentes da doação, correm por conta do Estado, que também comparticipa a 100% os medicamentos imunossupressores, destinados a evitar que o organismo do transplantado rejeite o órgão.

 
 
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