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Marcar consultas, pedir receitas e falar com um especialista hospitalar a partir do centro de saúde são já realidade em Portugal. Entre connosco na teleconsulta de dermatologia de Vila Viçosa.
O uso de tecnologias da informação na saúde está em crescimento: é possível marcar consultas no centro de saúde pela Internet, falar com um especialista hospitalar ou fazer uma radiografia por videoconferência e receber avisos no telemóvel, por exemplo, a relembrar consultas ou vacinas.
Estas tecnologias promovem a qualidade e efectividade dos serviços, permitem reduzir os custos e são particularmente úteis para as populações mais isoladas.
Conversámos com 32 consumidores, entre 20 e 55 anos, sobre as tecnologias da informação e comunicação aplicadas à saúde, seguindo o método de focus groups, e concluímos que estão dispostos a usá-las, se não houver custos acrescidos. Julgam, contudo, que falta informação. Os serviços são desenvolvidos de forma dispersa e localizada, sem que os utentes se apercebam.
Para os utentes, os novos sistemas têm potencial para descongestionar os serviços, mas devem ser complementares dos processos tradicionais, não substitui-los: os mais velhos e com menos recursos podem ter dificuldade em aceder, por falta de equipamento informático ou por não saber usá-las.
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