Só
precisa de ter entre 18 e 65 anos e boa saúde. Duas
dádivas anuais permitem isenção de
taxas moderadoras.
O
sangue recolhido em Portugal satisfaz as necessidades, mas os dadores
não
podem baixar os braços. Com o envelhecimento da
população, aumentam os pedidos
de sangue para intervenções médicas e
diminui a percentagem dos que dão. A
redução das listas de espera para cirurgias e o
número crescente de
transplantes exigem também maior disponibilidade deste
líquido vital, mas muito
perecível. Por isso, é preciso garantir a
reposição das reservas, com a
generosidade dos dadores.
Sem
taxas moderadoras
Os dadores podem ausentar-se do trabalho durante o tempo
necessário para
dar sangue, sem perderem regalias.
Quem fizer, pelo menos, duas dádivas por ano,
não paga taxas
moderadoras em consultas, exames médicos e internamentos no
serviço Nacional de
Saúde e entidades que tenham acordo. Para isso,
terá de pedir a isenção no centro
de saúde, apresentando provas das dádivas.
O maior benefício é emocional: o
sangue que dá não lhe faz falta e
pode salvar a vida de outros.
Quem
pode dar
Todos os cidadãos entre 18 aos 65 anos,
saudáveis e com 50 quilos ou
mais podem dar sangue. Os homens podem fazê-lo todos os
três meses e as
mulheres, de quatro em quatro.
Algumas situações impedem a
doação, pelo menos, durante algum tempo,
por ter maior risco de sofrer de doenças
transmissíveis. Se, nos últimos 6
meses, teve um novo parceiro sexual, fez uma cirurgia, endoscopia,
tatuagem ou
pírcingue não vale a pena deslocar-se aos locais
de colheita. O mesmo se aplica
a mulheres com parto ou aborto há menos de um ano,
diabéticos, epilépticos e
hipertensos, entre outros.
Para ser dador, basta dirigir-se aos centros regionais de
sangue de
Lisboa, Porto e Coimbra, unidades móveis e hospitais que
fazem recolha. Leve o
bilhete de identidade.