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Gás natural mais caro: à espera de concorrência

Gás natural mais caro: à espera de concorrência

Os preços de base subiram uma média de 3,2 por cento. O Norte, mais barato até agora, registou os maiores aumentos. A concorrência dentro de cada região é uma miragem.

Os novos preços mantêm-se até 30 de Junho de 2011. A entidade reguladora (ERSE) justifica a medida com a subida do preço do gás natural, indexado à evolução do custo do petróleo.

Quanto ao aumento do IVA, de 1%, corresponde a uma média de € 2,50 a mais na factura anual. O valor varia com o consumo.

Norte com maiores subidas

Mapa com as variações anuais das tarifas de Venda a Clientes
Fonte: Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

Consumidor sem alternativas
O mercado doméstico do gás natural foi liberalizado em 1 de Janeiro de 2010. Mas o consumidor não tem alternativas. Dada a falta de concorrência, fica sujeito a preços regulados.

Com estas mudanças, as tarifas estão mais próximas, mas a ERSE ainda não conseguiu alcançar a uniformidade tarifária. Alega não ser possível maior convergência em apenas um ano, porque os clientes com consumos muito baixos seriam penalizados. Uma tarifa única a nível nacional, como no sector da electricidade, continua a ser o objectivo.

Mas a recente taxa de ocupação do subsolo promete agravar a factura e perturbar a uniformização nos próximos anos. Prevista legalmente, mas ainda não facturada, corresponde ao direito de passagem dos tubos no subsolo e será cobrada pelos municípios, para os quais irá reverter. O valor é deliberado por cada assembleia municipal.

As câmaras deveriam pautar-se pela moderação e regras claras de aplicação, sobretudo nas regiões onde o preço mais subiu. Poderiam até prescindir da taxa neste período de tantas dificuldades para as famílias. No mínimo, a isenção de pagamento no caso de consumidores com menores rendimentos é de ponderar. Por uma questão de transparência, esta taxa deve vir devidamente identificada na factura.

A DECO é a favor de uma tarifa social, como no sector da electricidade, para proteger os consumidores mais vulneráveis. A matéria não é da competência do regulador: cabe em exclusivo aos decisores políticos.

Enquanto espera pela concorrência e preços mais competitivos, siga as nossas dicas para poupar energia.

Última actualização em Julho de 2010

 
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