Em Agosto de 2009, Paulino Barreiro, 74 anos, de Corroios, recebeu uma factura de água de 64,72 euros. A sua média mensal rondava os 20 euros.
O leitor comunicou a leitura do contador na data indicada, mas verificou que o consumo tinha sido taxado por mais de 30 dias e atingira um escalão superior. A facturação de água tem de ser emitida mensalmente e discriminada. A água está incluída na lei dos serviços públicos essenciais, tal como a electricidade, o gás, o telefone e a Internet.
Paulino reclamou por escrito aos serviços da Câmara Municipal do Seixal. Estes alegaram não ter recebido a sua leitura e consideraram a dos serviços, 8 dias depois. Pagou a conta, mas enviou nova queixa. Os serviços continuavam a discordar das datas da facturação nos meses anteriores e alegavam ter contabilizado o consumo em 29 dias. Mas admitiram receber a leitura de Paulino.
Em Setembro, o leitor pediu a nossa intervenção. Enquanto aguardou a rectificação, não pagou as facturas seguintes. Três meses depois, a Câmara do Seixal corrigiu a facturação de Maio a Julho de 2009.
Se o fornecedor de água cobra um valor fixo, mas não explica, junte-se ao protesto por tarifários e facturas mais transparentes. Rápido e simples, o seu pedido é enviado à entidade. Acompanhamos as reacções por todo o País. Envie-nos a resposta dos serviços para os nossos contactos. Se não tem acesso à Net, contacte o nosso serviço de informações pelo 808 200 145 ou 21 841 08 58.