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Juntar vários seguros numa só companhia ou mediador nem sempre compensa, conclui a DINHEIRO & DIREITOS. Mas não é fácil comparar propostas. "Falta transparência no sector", denuncia.
Contratar mais de um seguro no mesmo intermediário permitia, até há pouco tempo, descontos de 20% ou mais no pacote", revela a associação de defesa do consumidor. Mas os resultados do estudo contrariam esta ideia: um intermediário pode ter preços competitivos num seguro, mas cobrar mais do que a concorrência noutros.
Comparar preços em diversas entidades é essencial. Pode encontrar preços diferentes para apólices ou pacotes iguais em agências da mesma seguradora. É o caso do balcão da Victoria no Porto que pediu mais € 101 do que o de Lisboa pelo mesmo seguro de saúde. O consumidor deve definir prioridades e necessidades para não contratar coberturas ou capitais dispensáveis. "Por vezes, os mediadores e companhias impingem uma ou outra cobertura que aumenta o preço final e diminui a competitividade face às propostas dos concorrentes", alerta a DINHEIRO & DIREITOS.
Os produtos nem sempre são comparáveis e a informação peca por falta de transparência. "É preciso criar uma ficha de informação normalizada, idêntica à da banca para depósitos e créditos, que as entidades sejam obrigadas a entregar nas simulações", pretende a associação do consumidor. A DECO já enviou estas conclusões ao Ministério das Finanças e Instituto de Seguros de Portugal e aguarda por medidas que protejam o consumidor na sua escolha".
03.11.2009
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